Em uma nova onda de anúncios de tarifas, o governo de Donald Trump anunciou na noite desta terça-feira (2) que pretende impor uma nova taxa de 12,5% a importações do Brasil e a cerca de 60 países.A nova medida ocorre após nova investigação comercial com base na Seção 301 da Lei de Comércio Americana, que alega “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.SAIBA MAIS: Investir com inteligência começa com boa informação: Veja as recomendações do BTG Pactual liberadas gratuitamente pelo Money TimesO Brasil integra um grupo de 46 países que tiveram a taxa fixada em 12,5% pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Por sua vez, Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, El Salvador, Equador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Reino Unido, Taiwan e União Europeia seriam submetidos à tarifa adicional de 10%.Segundo o jornal o Estado de S.Paulo, caso seja aplicada, a cobrança, de 12,5% no caso do Brasil, se somaria aos 25% anunciados um dia antes propostos após a conclusão da investigação sobre “práticas incoerentes” do País com os EUA.Assim como o tarifaço anterior contra o Brasil, uma audiência pública para discutir a nova proposta tarifária será realizada no dia 7 de julho, em Washington.Importação descuidadaO representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirma que o comércio dos EUA está em desvantagem de competição global por restringir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.“A falha dos nossos parceiros comerciais mais importantes em enfrentar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais. Não toleraremos mais essa disparidade”, disse GreerEm sua investigação, o USTR entendeu que alguns países mecanismos e compromissos para impedir a importação de produtos provenientes do trabalho forçado que justificariam a tarifa menor.Com informações do Estadão