Morre Nilton Travesso, um dos pioneiros da TV aberta no Brasil, aos 92 anos

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O diretor Nilton Travesso, um dos pioneiros da TV brasileira, morreu hoje, aos 92 anos. O SBT divulgou a informação em comunicado, afirmando que ele teve uma infecção generalizada e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo."O Grupo Silvio Santos, por meio do Sistema Brasileiro de Televisão, lamenta a morte de Nilton Travesso, grande diretor, dedicado a levar produtos de qualidade ao telespectador e, sobretudo, um grande amigo e parceiro, que tratava a todos com igual atenção e respeito. Seu legado servirá de referência para a nova geração de diretores. A emissora se solidariza com sua esposa, a jornalista Marilu Torres, com seu filho, o diretor de televisão Marcelo Travesso, e todos os familiares", diz o texto divulgado pela emissora paulista.Segundo o g1, o corpo de Nilton será velado neste sábado (7), das 10h às 17h, na Funeral Home, em Bela Vista, região central de São Paulo.Diretor passou por várias emissorasUm dos pioneiros da TV aberta no país, Nilton Travesso começou sua trajetória em 1953, ao participar de uma oficina para profissionais do veículo promovida pela TV Record, antes da inauguração da emissora, em setembro daquele ano. Criativo, integrou a celebrada "Equipe A" e dirigiu programas como "Hebe", "O pequeno mundo de Ronnie Von", "Família Trapo", "Show União", "Show do Dia 7", "Astros do disco" e "Jovem Guarda", entre outros.Nilton Travesso, um dos pioneiros da TV aberta no Brasil, morre aos 92 anosSBT/DivulgaçãoNa década de 1970, transferiu-se para a TV Globo, onde produziu o primeiro videoclipe exibido no "Fantástico", "América do Sul", com Ney Matogrosso. E criou um estilo próprio que influencia a linguagem do formato até hoje. No canal, também fundou o núcleo de programação paulista e atuou na criação dos matinais "TV Mulher", "Balão Mágico" e "Som Brasil". Passou ainda pelas TVs Manchete, Bandeirantes, Gazeta e Jovem Pan.No Grupo Silvio Santos, Nilton teve três passagens. A primeira foi em 1976, quando Silvio Santos inaugurou a TVS no Rio de Janeiro, e ele dirigiu a comédia "Bacará 76", com Ronald Golias. Em 1993, Nilton chegou ao SBT e promoveu iniciativas importantes em dois pilares da emissora: remodelou a programação infantil e reabriu o núcleo de teledramaturgia.O diretor Nilton Travesso e Simony, nos bastidores do "Balão Mágico"Flávio Canalonga/Agência O Globo/10.02.1983Na programação infantil, Nilton concebeu, desenhou e estruturou duas novas atrações: "Bom Dia e Cia", com Eliana, e "Sessão Desenho no Sítio da Vovó", com Vovó Mafalda (Valentino Guzzo). Ambas ocupavam o início das manhãs, voltadas para a primeira infância. Ele também deu apoio à produção de "Casa da Angélica" e foi responsável pela remodelação do "Show Maravilha", com Mara Maravilha, que trouxe ao infantil duas grandes inovações: o primeiro cenário em 360 graus produzido pelo SBT e uma nova fotografia, com câmeras suspensas e uma câmera móvel que acompanhava Mara pelo palco dos estúdios do Sumaré. No mesmo ano, deu início à remontagem do núcleo de dramaturgia com "A Justiça dos Homens", em que casos do cotidiano eram dramatizados e um julgamento no palco determinava seu desfecho.Nilton Travesso, um dos pioneiros da TV aberta brasileira, morre aos 92 anosSBT/DivulgaçãoEm 1994, sob o comando de Nilton, estreou uma das produções mais marcantes da história da teledramaturgia brasileira: "Éramos seis". O remake da trajetória de Lola (Irene Ravache), Júlio (Othon Bastos) e seus quatro filhos comoveu telespectadores em todo o país. A novela foi exibida em dois horários, alcançando altos índices de audiência. Sob o comando de Nilton, o núcleo de teledramaturgia do SBT também produziu "As pupilas do Senhor Reitor", "Sangue do meu sangue", "Razão de viver" e "Os ossos do Barão". Sob sua supervisão, foram ao ar "Colégio Brasil", "Antonio Alves, Taxista", "Dona Anja", "Teleteatro", a primeira versão de "Chiquititas" e "Pérola Negra".Em 2004, Nilton retornou à emissora para o reality "Protagonistas de Novelas", apresentado por Silvio Santos, no qual novos atores eram confinados na Casa dos Artistas e participavam de um masterclass de interpretação com o diretor. No mesmo ano, conduziu a criação e a direção-geral do programa "Charme", com Adriane Galisteu. Na década seguinte, colaborou com o "Teleton". Sua última participação na emissora foi no documentário "Silvio Santos, vale mais do que dinheiro", em 2024.Initial plugin text