O Corpo de Bombeiros encerrou por volta da 1h deste sábado (7) os trabalhos no local do desabamento de uma loja de roupas e tecidos no Brás, na região central de São Paulo, sem conseguir descartar a possibilidade de haver uma vítima sob os escombros. As buscas serão retomadas às 7h30.O teto do prédio de quatro andares, na Rua Maria Joaquina, na altura do número 192, desabou na noite de sexta-feira (6). Os bombeiros foram acionados por volta das 18h38.Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a loja atingida é a Venom, e um estabelecimento vizinho, a Clay Têxtil, também foi afetado. Leia Mais Novas imagens mostram destroços de loja após desabamento no Brás Prédio desaba no Brás e bombeiros buscam vítimas nos destroços Edifício desaba e deixa quatro vítimas em São Bernardo do Campo (SP) Ao todo, 35 pessoas ficaram levemente feridas. Oito saíram do imóvel antes da chegada dos bombeiros, e outras 27 foram retiradas pelas equipes. Quatro foram levadas à UPA da Mooca e estão em estado estável, sem risco de morte.Cães e câmerasDurante a noite, cães farejadores deram um sinal de alerta sobre os escombros. Em entrevista exclusiva ao CNN Prime Time, a capitã do Corpo de Bombeiros Karol Burunsizian explicou que a reação dos animais não confirmava a presença de uma pessoa, mas exigia que a hipótese fosse descartada.“O cão subiu ao topo dos materiais e latiu. É uma indicação de que tem alguma coisa aqui. Não é sinal concreto que tem uma pessoa, mas é uma indicação”, afirmou.Para tentar afastar essa possibilidade, as equipes analisaram imagens de câmeras de segurança e checaram quem entrou e saiu do imóvel. Segundo os bombeiros, porém, a verificação foi inconclusiva.Por isso, pela manhã, uma retroescavadeira da Prefeitura de São Paulo será usada para retirar parte dos escombros e abrir caminho até o fundo do estabelecimento. Com o acesso liberado, os bombeiros devem retomar as buscas com os cães.De acordo com a corporação, a probabilidade maior é de que não haja ninguém no local. Ainda assim, enquanto houver dúvida, a demolição do prédio não pode ser feita.Risco de novo desabamentoA estrutura segue muito frágil e com risco alto de desabar. A Defesa Civil interditou também os prédios e lojas vizinhos, que igualmente correm risco.Um dos sobreviventes, Edmilson Miranda Silva, de 35 anos, disse a jornalistas que o prédio já apresentava rachaduras. Ele contou que deixou a loja assim que ouviu estalos e percebeu a estrutura cedendo.Segundo ele, outros imóveis da região também não suportam o peso das mercadorias. As causas do desabamento ainda serão investigadas.Segundo a SSP, 17 viaturas e 51 bombeiros foram mobilizados na operação, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nas redes sociais que acompanha a ocorrência e que haverá apuração rigorosa das causas