'Justiça foi feita, mas a dor permanece', diz amiga de Brent Sikkema sobre condenação do ex de galerista à prisão perpétua

Wait 5 sec.

Daniel Garcia Carrera (esquerda) e Brent Sikkema (direita).Reprodução/FantásticoUma amiga do galerista Brent Sikkema, morto no Rio de Janeiro a mando do ex-marido Daniel Sikkema, declarou que se sentiu aliviada com a condenação do culpado, ex-marido dele, à prisão perpétua. A sentença foi anunciada na quarta-feira (4) pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.Simone Nunes disse que a condenação de Daniel representa uma resposta à gravidade do crime, mas não é capaz de amenizar a dor pela perda. Em uma mensagem após a sentença, ela revelou que o sentimento de justiça convive com a tristeza da perda.“Hoje, diante da sentença de prisão perpétua imposta ao responsável pela morte de um amigo tão maravilhoso, meu coração se divide entre o sentimento de justiça e uma tristeza que jamais desaparecerá. Nenhuma sentença será capaz de devolver a vida de alguém tão especial, de apagar a dor de sua ausência ou de preencher o vazio que sua partida deixou”, declarou.✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsAppEx-marido de Brent Sikkema mandou matar o galerista após mudança no testamentoA amiga destacou a amizade que tinha por Brent e tudo que ele representava:"Foi um ser humano extraordinário, generoso, amoroso e sempre disposto a ajudar o próximo. Sua bondade, sua alegria e seu cuidado com as pessoas deixaram marcas profundas em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo".Ao final, ela disse esperar que a sentença traga algum conforto às pessoas que amavam Brent e ressaltou que a memória dele continuará sendo preservada.“A justiça foi feita, mas a dor permanece. A prisão perpétua representa uma resposta à gravidade do crime, mas não devolve os sonhos interrompidos, os momentos que não viveremos e o abraço que nunca mais poderemos receber. Que essa sentença traga algum conforto àqueles que o amavam e que sua memória seja sempre honrada", declarou.Ex-marido de galerista é condenado à prisão perpétuaDaniel Sikkema, ex-marido do galerista americano Brent Sikkema, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e pagar pelo assassinato do marchand, morto a facadas em janeiro de 2024, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.Daniel, de 56 anos, havia sido considerado culpado em maio deste ano pelos crimes de homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer um assassinato em outro país. Atualmente, Daniel está detido em Nova York .Segundo a acusação, Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez — que está preso no Complexo de Bangu, e que será julgado em fevereiro de 2027 pelo crime —, para matar Brent em meio a um processo de divórcio conturbado. A Justiça americana concluiu que Daniel planejou e financiou o crime.De acordo com a Procuradoria dos Estados Unidos, Daniel começou a acertar com Prevez o assassinato ainda em 2023. Para financiar o plano, fez 11 pagamentos destinados a ele e a uma pessoa com quem Prevez mantinha um relacionamento em Cuba.Ainda segundo a acusação, Daniel usou os nomes de amigos, funcionários e parentes, sem o conhecimento deles, para esconder a origem dos pagamentos.Brent Sikkema, de 75 anos, era um importante galerista de Nova York e fundador da galeria Sikkema Jenkins, conhecida por representar artistas como Vik Muniz e Kara Walker. Ele costumava ficar em uma residência que tinha no Rio.O crimeBrent foi assassinado em casa em 14 de janeiro de 2024. Segundo a acusação apresentada nos Estados Unidos, Prevez deu 18 facadas no galerista.A promotoria americana afirmou que, minutos depois do crime, Prevez telefonou várias vezes para Daniel por meio de um número secreto que usavam para se comunicar sobre o plano.Pouco depois do assassinato, Daniel enviou secretamente US$ 5 mil a Prevez, segundo a acusação, e prometeu outros pagamentos.Prevez foi preso pela polícia brasileira 4 dias depois do crime. O processo contra ele ainda está em andamento na Justiça brasileira.Em depoimento citado anteriormente pelo g1, Prevez afirmou que recebeu US$ 9 mil para cometer o assassinato. A defesa de Daniel sustentou durante o julgamento nos Estados Unidos que os pagamentos eram referentes a trabalhos realizados por Prevez.Antes do julgamento, a defesa dizia que Daniel era inocente. Após o veredicto, sua equipe jurídica não informou se recorreria.Alejandro Triana Trevez foi preso por morte de galeristaReprodução