O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu os pedidos feitos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a implementação do fim da escala 6x1 em uma audiência de conciliação a ser realizada no próximo dia 10.A audiência já estava marcada em decisão tomada pelo ministro no âmbito de outra Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As duas entidades estão questionando a nova jornada de trabalho.A CNC pediu o adiamento do cronograma de implementação da redução de jornada aprovada pelo Congresso Nacional. Já a CNI requereu uma medida mais dura: pediu a suspensão da redução de jornada para os contratos de trabalho celebrados e os acordos e convenções coletivas de trabalho vigentes antes de sua promulgação. Também quer que o fim da 6x1 não se aplique a micro e pequenas empresas até regulamentação específica da redução para essas companhias.Outra solicitaçãoOutra solicitação é para que o STF permita a ampla negociação de acordos e convenções coletivas “sobre regimes diferenciados de compensação, escala e jornada de trabalho”, de modo que as empresas não tenham que seguir a regra que garante os dois dias de repouso semanal remunerado.Já a entidade que representa o comércio não questiona a redução da carga de trabalho para 40 horas semanas nem os dois dias de descanso, mas o prazo de adaptação. Com a publicação da emenda à Constituição, a primeira etapa, uma redução para 42 horas semanais, começa em 16 de dezembro. A ação movida pela CNC pede que essa fase da transição comece em 16 de outubro de 2027.Na segunda fase do cronograma da emenda constitucional aprovada pelo Congresso, está prevista a redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso. Conforme a emenda, isso passaria a valer em dezembro de 2027.Dino também determinou que a Câmara dos Deputados e ao Senado prestem, em até cinco dias, respostas a uma ação apresentada pela CNI, mesma decisão que ele tomou em relação à CNC.