USDA eleva projeção do milho do Brasil para 135 mi t

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USDA eleva projeção do milho do Brasil para 135 mi tA Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) registrou avanço nas projeções internacionais para a produção brasileira de milho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou suas estimativas para a safra 2025/26, refletindo confiança no potencial produtivo do país e no desempenho da segunda safra. O ajuste reforça o papel do Brasil como fornecedor global relevante do grão.Segundo o USDA, a colheita nacional deve alcançar 135 milhões de toneladas na próxima temporada, acima da previsão anterior de 132 milhões. O número supera o consenso de mercado compilado pelo Wall Street Journal, que apontava 133,7 milhões de toneladas. Esses dados consolidam um cenário mais robusto para o milho, com efeitos sobre preços, exportações e oferta doméstica.Para o comércio exterior, o departamento americano manteve a projeção de 43 milhões de toneladas exportadas em 2025/26. No ciclo 2026/27, a estimativa indica colheita de 139 milhões de toneladas e embarques próximos de 44 milhões. A manutenção das vendas externas sugere equilíbrio entre demanda global e competitividade brasileira, ainda que a produção avance.Perspectivas e força da segunda safra de milhoO modelo produtivo brasileiro tem na safrinha seu principal diferencial. Responsável por cerca de 75% do total colhido, a segunda safra se concentra em estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás, sustentada por tecnologia, genética de sementes e plantio direto. Essa estrutura eleva a eficiência do uso do solo e mitiga riscos climáticos e operacionais. Como palavra-chave secundária, a relevância da safrinha aparece no centro da expansão do setor.Nas propriedades, a combinação de múltiplas janelas de cultivo permite ganhos de produtividade e receitas recorrentes. O calendário que integra soja no verão e algodão ou milho na segunda etapa otimiza maquinário, mão de obra e logística. Em áreas com janela favorável, culturas de inverno como sorgo e feijão completam o aproveitamento anual, elevando a rentabilidade.O ambiente positivo também apoia estratégias de investimento. O fundo SNFZ11 expande operações em Mato Grosso, especialmente em Gaúcha do Norte (MT), com foco em soja e segunda safra de milho. A carteira aposta na valorização das terras e em contratos que asseguram participação direta nas safras, como o acordo com a Jequitibá Agro, que destina cerca de 25% da produção ao veículo.A base de investidores do SNFZ11 segue em crescimento, atingindo aproximadamente 13 mil cotistas recentemente. A diversificação entre soja, milho e outras culturas ajuda a diluir volatilidades de ciclo e sustenta geração de caixa recorrente, enquanto a demanda estrutural por milho no mercado doméstico — ração, proteína animal e etanol — reforça a atratividade de longo prazo.