A Operação Compliance Zero trouxe à tona, nesta fase, uma novidade significativa: além do grupo conhecido como “A Turma”, Daniel Vorcaro também contava com um braço digital batizado de “Os Meninos”. A revelação consta na decisão do ministro André Mendonça, que traz partes do relatório da Polícia Federal utilizado para justificar a autorização da operação.“O objetivo [desse grupo] era ter uma organização, de hackers inclusive, para orquestrar esses ataques cibernéticos. A própria decisão de André Mendonça faz menção de que eles atacavam perfis que falavam coisas contrárias aos interesses de Daniel Vorcaro e, consequentemente, ao Banco Master”, detalhou a analista de política Isabel Mega ao Bastidores CNN desta quinta-feira (14).A decisão apresenta ainda um novo personagem identificado apenas como David — ou Davi, conforme Mega ressaltou, já que a grafia exata não está clara no texto —, apontado como líder do grupo de hackers. Ele foi alvo de prisão cautelar nesta fase da operação. Investigador da PF no Rio de Janeiro era “agente infiltrado” de Vorcaro Compliance Zero: defesa nega que delegada da PF tenha vazado informações RH do crime: esquema envolvendo pai de Vorcaro tinha operadora financeira De acordo com o relatório da Polícia Federal, David respondia diretamente a Luiz Mourão, conhecido como “Sicário”, morto meses antes da operação atual.O relatório da Polícia Federal aponta ainda que David não era apenas o líder do braço digital. No dia da terceira fase da Operação Compliance Zero, no começo de março, ele foi flagrado dirigindo o carro do “Sicário”, com o veículo equipado com notebooks e outros materiais de informação.A Polícia Federal interpretou o episódio como uma tentativa de fuga e de destruição de eventuais materiais probatórios que seriam úteis à investigação.O grupo de hackers tinha como função executar, no ambiente digital, ações semelhantes às praticadas por “A Turma” no mundo físico. Isso incluía monitoramento ilegal, derrubada de perfis e ataques cibernéticos a sites e publicações que manifestassem qualquer tipo de contrariedade a Daniel Vorcaro.“O que ‘A Turma’ executava do lado de fora do ambiente digital, com aquelas ações de coação, esse braço digital, ‘Os Meninos’, faziam no ambiente cibernético”, explicou Isabel Mega.Para Isabel Mega, o conjunto de informações reveladas pela operação demonstra o nível de organização do esquema. “Era tudo muito pensado, calculado, organizado, com distribuição de tarefas”, afirmou a analista.Mega destaca ainda que o “Sicário” exercia grande poder de influência sobre todas as frentes de atuação do grupo, agindo, segundo as investigações, a mando de Daniel Vorcaro. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.