Bessent: EUA e China podem remover taxas de setores e ampliar comércio

Wait 5 sec.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (14) que Washington e Pequim discutem mecanismos para ampliar a cooperação econômica bilateral, incluindo a criação de conselhos voltados a comércio e investimentos entre os dois países e a possível remoção de tarifas de setores específicos.Em entrevista à CNBC, Bessent disse que as conversas com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, antecederam a reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Segundo ele, os dois lados discutiram comércio e temas ligados à abertura econômica chinesa.Ao comentar as negociações comerciais, o secretário avaliou que os EUA têm posição favorável por serem o país deficitário na balança bilateral.“A história econômica diria que o país deficitário sempre tem uma posição mais forte”, afirmou. Leia Mais Petróleo fecha em leve alta com guerra e cúpula Xi-Trump no radar JBS: Canetas emagrecedoras aceleram "demais" consumo de proteína CNI: Confiança da indústria sobe, mas pessimismo persiste há 17 meses Bessent ainda disse que os dois lados discutem a possibilidade de remover tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em comércio em setores considerados não críticos, como bens de consumo de baixo valor agregado que, de acordo com ele, os EUA “nunca vão repatriar” produtivamente.O secretário afirmou que EUA e China pretendem criar um “Conselho de Comércio” para tratar da relação comercial bilateral e um “Conselho de Investimentos” voltado a investimentos chineses em áreas consideradas não sensíveis à segurança nacional.“Há muitas coisas nas quais os chineses poderiam investir nos EUA”, destacou Bessent.Segundo ele, a ideia é definir previamente setores “não estratégicos e não sensíveis”, evitando que operações sejam submetidas ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (CFIUS, na sigla em inglês), órgão responsável por revisar riscos à segurança nacional.Bessent também afirmou que o governo Trump pressiona Pequim a fortalecer o consumo doméstico. “A economia doméstica chinesa tem sido fraca”, apontou.Segundo ele, a China precisa ampliar a participação da renda do trabalho no PIB (Produto Interno Bruto), reduzindo a dependência da manufatura e das exportações.