Conab eleva safra de grãos para 358 milhões de toneladas na safra 2025/26

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A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) elevou em 5,7 milhões de toneladas sua projeção para a safra brasileira de grãos 2025/26, para 358 milhões de toneladas, 1,6% superior ao último ciclo. A produção de soja deve atingir 180,1 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série histórica da companhia. A estimativa representa um ajuste de 0,5% em relação à previsão anterior, equivalente a 978 mil toneladas adicionais. Até o momento, 98,3% da área cultivada já foi colhida. Em comparação com a safra 2024/25, a expectativa é de crescimento de 8,6 milhões de toneladas, avanço de 5%.A expectativa é de exportações de 116 milhões de toneladas da oleaginosa, avanço de 7,25% em comparação com o ciclo 2024/25. Leia Mais Safra de soja pode atingir recorde de 179,7 milhões de toneladas Colheita de soja reforça expectativa de safra recorde em 25/26 Colheita de soja 2025/26 alcança 67,7% da área no país, aponta Conab MilhoNo caso do milho, a Conab projeta produção total de 140,2 milhões de toneladas considerando as três safras do grão, o que representa a segunda maior produção da série histórica. Em relação ao levantamento anterior, houve aumento de 600 mil toneladas, ou 0,4%.A primeira safra de milho deve alcançar 28,5 milhões de toneladas, resultado 3,5 milhões de toneladas superior ao ciclo passado. Até o início de maio, 71,5% da área havia sido colhida.Já a segunda safra tem estimativa de 108,5 milhões de toneladas, com redução de 0,6% em relação à temporada anterior. Segundo a Conab, fatores climáticos afetaram a produção em estados como Goiás e Minas Gerais, embora a área plantada nacional tenha crescido 2,1%.No mercado interno, a Conab avalia que a indústria de etanol deve impulsionar o consumo de milho, estimado em 94,86 milhões de toneladas, crescimento de 4,6% em relação à temporada passada. As exportações do cereal também devem permanecer elevadas, com previsão de 46,5 milhões de toneladas embarcadas.SorgoA produção de sorgo pode atingir 7,6 milhões de toneladas, crescimento estimado em 23,8%. O avanço é atribuído principalmente à ampliação da área cultivada, especialmente na região Centro-Oeste, onde a expansão foi de 50,7%. Em Goiás, principal produtor nacional do cereal, a expectativa é de aumento de 40,3% na produção, superando 2,2 milhões de toneladas.“Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de deficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, avaliou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.Arroz, feijão e outrosPara o arroz, a projeção é de produção de 11,1 milhões de toneladas, queda de 0,3% em relação ao levantamento anterior e redução de 1,7 milhão de toneladas na comparação à safra passada. A retração está associada à diminuição de 13,7% na área plantada. Apesar disso, a produtividade média estimada subiu para 7.281 quilos por hectare. Até o momento, 94,6% da área cultivada já foi colhida.A produção de feijão, somadas as três safras, está estimada em 2,9 milhões de toneladas, volume 5,2% inferior ao registrado no ciclo anterior. A primeira safra da leguminosa apresentou aumento de produtividade de 4,3%, com expectativa de produção superior a 969 mil toneladas. Segundo a Conab, apesar da redução de área e produção de arroz e feijão, não há previsão de desabastecimento no mercado interno.A produção de algodão em pluma deve alcançar cerca de 4 milhões de toneladas, queda de 2,6% em relação à safra passada. A estimativa reflete redução tanto da área plantada, quanto da produtividade.Para o trigo, a projeção é de produção de 6,4 milhões de toneladas, redução de 1,5 milhão de toneladas em comparação com a temporada anterior. O resultado é influenciado principalmente pela diminuição da área semeada no Rio Grande do Sul e no Paraná.