Bom para Petrobras, neutro para distribuidoras: como mercado viu subsídio à gasolina

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Na última quarta-feira (13), o governo Federal brasileiro anunciou a criação de um novo subsídio para os preços da gasolina. As medidas governamentais anunciadas até então foram direcionadas principalmente aos preços do diesel.Já a medida provisória anunciada na quarta estabelecerá limite de até R$ 0,89 em subvenção por litro de gasolina, valor equivalente à média de tributos federais incidentes sobre o combustível, conforme informou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.Ele enfatizou que a subvenção efetiva será definida em um ato infralegal do governo, que deve prever inicialmente uma subvenção parcial à gasolina, de R$0,40 a R$0,45 por litro. O patamar ainda será definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o benefício terá validade de dois meses, podendo ser reavaliado. Em outra frente, quando a subvenção de R$ 0,35 por litro já em vigor para o diesel perder a validade, no fim de maio, a MP vai prever que o benefício poderá ser estendido, disse o ministro em entrevista coletiva.Considerando a mistura obrigatória de etanol, o desconto efetivo percebido pelos consumidores finais é estimado em R$ 0,62/litro, avalia o Goldman Sachs. Cabe destacar que o anúncio ocorreu um dia após a administração da Petrobras (PETR3;PETR4) afirmar que um ajuste nos preços da gasolina poderia ocorrer a qualquer momento.Para o Goldman Sachs, a medida é positiva para a Petrobras e neutra para as distribuidoras de combustíveis.“Atualmente, vemos os preços da gasolina da PBR cerca de 40% abaixo da paridade de importação (sem considerar qualquer subsídio). Se incluirmos o incentivo de R$ 0,89/litro anunciado hoje, além dos preços locais da gasolina da estatal, e deduzirmos o mesmo valor referente às importações de gasolina, os preços locais da gasolina da companhia ficariam em linha com os preços da alternativa de importação (sem que a Petrobras necessariamente aumentasse os preços da gasolina para distribuidores/consumidores)”, avalia o Goldman.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quintaÍndices futuros dos EUA avançam com impulso das ações de tecnologia O banco acredita que a medida reduz a urgência de um eventual aumento de preços e, ao mesmo tempo, pode melhorar as margens de refino de gasolina da Petrobras.O Bradesco BBI destaca que a Petrobras poderia ter um aumento anualizado de aproximadamente US$ 4 bilhões no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) se receber o subsídio integral de R$ 0,89 por litro.Para as distribuidoras de combustíveis, o Goldman Sachs observa que apenas cerca de 10% da demanda por gasolina no Brasil é proveniente de importações (contra cerca de 25% para o diesel). “Assim, acreditamos que o anúncio não deve reduzir significativamente a competitividade das maiores distribuidoras de combustíveis. As maiores distribuidoras têm uma parcela maior do fornecimento de diesel/gasolina proveniente da Petrobras (uma alternativa mais barata do que a importação)”, avalia o Goldman, que mantém uma perspectiva otimista para o setor antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre.The post Bom para Petrobras, neutro para distribuidoras: como mercado viu subsídio à gasolina appeared first on InfoMoney.