‘Vieram abaixo do consenso’: Cyrela, Gafisa e outras construtoras frustram investidores após resultados; veja o que diz analista

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O mercado financeiro fecha a semana nesta sexta-feira (15) de olho nos desdobramentos do caso Flávio e Vorcaro, nos balanços das construtoras no 1T26 e nas tensões geopolíticas.No Giro do Mercado, o jornalista Kaype Abreu recebe Caio Araujo, analista da Empiricus Research, para comentar os destaques sobre o cenário global e os impactos para o investidor.Hoje os mercados globais apresentaram baixa pela manhã, refletindo a falta de avanços significativos nas negociações geopolíticas e comerciais entre China e EUA. O encontro entre Trump e Xi Jinping gerava expectativa sobre a possibilidade de a China atuar como intermediadora em uma tentativa de reduzir o conflito no Oriente Médio. A aposta era de que Pequim pudesse usar sua influência sobre o Irã. No entanto, a ausência de progresso nas conversas ampliou os receios relacionados aos impactos inflacionários do conflito. Nos Estados Unidos, o aumento de 0,6% da produção manufatureira em abril também está no radar dos investidores. A informação foi divulgada pelo Federal Reserve, no último dia da gestão Powell. Kevin Warsh deve assumir a cadeira em breve.Já no Brasil, o volume de serviços teve em março recuo de 1,2% na comparação com o mês anterior, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a queda mais forte desde novembro de 2024 (-1,4%) e ainda marcou o pior resultado para o mês em cinco anos.O mercado doméstico ainda repercute os resultados do 1T26. Entre ontem e hoje quatro construtoras reportaram seus números Helbor (HBOR3), Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3) e Gafisa (GFSA3) decepcionaram, com balanços abaixo das expectativas dos investidores.“Os últimos dois anos foram de melhora para a construção civil, especialmente o setor de baixa renda, muito fortalecido pelos avanços do programa Minha Casa Minha Vida. Por outro lado, o setor de média e alta renda possui pontos de alerta com os juros mais elevados, que causa uma desaceleração de demanda. Isso implica em um recuo nas vendas e pressão nas margens, que desfavorece a categoria”, explicou Araujo.“O cenário de custos entra hoje no radar das incorporadoras no Brasil e alguns desses resultados que vieram abaixo do consenso, assim como a reação das ações em alguns pregões, estão ligados a esse ponto também”, completou o analista.De acordo com Araujo, o resultado de Direcional (DIRR3) veio em linha com o esperado e continua sendo uma recomendação de compra interessante, pela inserção no Minha Casa Minha Vida. O mesmo se aplica à Moura Dubeux (MDNE3), segundo a análise.*Com supervisão de Renan Sousa.