IFI: Guerra no Irã criou ambiente fiscal para fim da “taxa das blusinhas”

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A IFI (Instituição Fiscal Independente do Senado) avalia que o conflito no Oriente Médio seus impactos sobre os preços do petróleo e derivados produziram, como efeito colateral, uma folga fiscal não prevista em 2026 para o Brasil.A avaliação consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal divulgado nesta quinta-feira (21).Para a instituição, o cenário permitiu não só a adoção de medidas mitigadoras – renúncias e subvenções – em relação ao choque externo, como criou o ambiente fiscal para decisões como o fim da “taxa das blusinhas”. Leia Mais Alta do diesel gera prejuízo de R$ 7,2 bilhões ao agronegócio Plano de desoneração do biodiesel tem impacto de R$ 145 milhões por mês Suspensão de taxa de exportação de petróleo visa eleições, diz especialista Segundo a entidade, o conflito também possibilitou a formação de um colchão de segurança contra riscos de não cumprimento das metas fiscais neste ano.A meta fiscal de 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto).O fim da taxa das blusinhas representa um custo orçamentário estimado em R$ 1,94 bilhão em 2026.De acordo com as projeções do Ministério da Fazenda, o governo deixará de arrecadar R$ 9,72 bilhões até 2028 com a medida.Diante do conflito no Oriente Médio, a equipe econômica projeta que a arrecadação federal deve crescer substancialmente em 2026 com o aumento do barril de petróleo.Por Lucinda Pinto: Governo deseja acabar com a "taxa das blusinhas" | FECHAMENTO DE MERCADOAs estimativas iniciais indicam que, combinando o crescimento esperado no pagamento de royalties, dividendos, IRPJ e CSLL somados ao imposto de exportação, pode-se esperar um aumento da arrecadação da ordem de R$ 8,5 bilhões ao mês.Por outro lado, também é esperado um impacto primário de R$ 6,2 bilhões por mês com as medidas anunciadas pelo governo para lidar com os efeitos econômicos da guerra.O cálculo contempla a subvenção da gasolina de até R$ 0,89 por litro para conter a alta no preço do combustível nem a prorrogação da subvenção do diesel.O maior custo está no diesel. Veja:Subvenção ao diesel (produção nacional): R$ 3 bilhões por mês;Subvenção ao diesel importado (cooperação federal): R$ 1 bilhão por mês;Subvenção ao GLP importado: R$ 165 milhões por mês;Alíquota zero de PIS/Cofins sobre óleo diesel: R$ R$ 2,1 bilhões por mês;Alíquota zero de PIS/Cofins sobre QAv: R$ 40 milhões por mês.Exportações de algodão batem recorde histórico em 2025