Ouro fecha em alta com relatos de potencial acordo entre EUA e Irã

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O ouro fechou em alta na sessão desta quinta-feira (21) invertendo sinal após relatos de que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio. Os investidores ponderam, também, o tom mais moderado na ata do último encontro do Fed (Federal Reserve).Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,16%, a US$ 4.542,5 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,72%, a US$ 76,732 por onça-troy. Leia Mais Mercado financeiro volta a precificar alta de juros pelo Fed até dezembro Bolsas da Europa fecham em queda sob temor inflacionário com EUA-Irã Preços do petróleo sobem com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã O metal dourado devolveu as perdas, inverteu sinal e passou a subir próximo a estabilidade nos últimos minutos da sessão, após o Al Arabiya publicar que Washington e Teerã chegaram a um acordo mediado pelo Paquistão.O tratado prevê um cessar-fogo “imediato e abrangente”, além da liberação completa do Estreito de Ormuz. A notícia fez com que o petróleo arrefecesse os ganhos e os rendimentos dos títulos longos do Treasuries caíssem.Cenário de treasury nos EUA reduz chance de corte de juros, diz especialista | ABERTURA DE MERCADOMais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai receber o urânio enriquecido iraniano e que “provavelmente” irá destruí-lo. O destino do material, um dos principais pontos de tensão no conflito, também foi alvo de especulação pela imprensa global durante a manhã.Para o TD Securities, as manchetes divergentes sobre a guerra movimentam as commodities, gerando uma “volatilidade acentuada no posicionamento do ouro”.Em meio ao cenário, o mercado aposta em alta dos juros dos Estados Unidos ainda em dezembro de 2026, segundo a ferramenta de monitoramento CME Group. Publicada ontem, a minuta da última decisão de política monetária do país – em abril – também trouxe um tom sinalizando que o Fed pode, em breve, abandonar a “postura de flexibilização monetária”, segundo a Capital Economics.