Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (21), durante a Operação Khalas, deflagrada pela força-tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia. O servidor preso é Olavo José Gouveia Oliva, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia. A CNN Brasil tenta contato com a defesa dele, o espaço está aberto.O grupo é suspeito de integrar um esquema criminoso responsável por adulterar mais de 111 milhões de litros de combustíveis desde 2023 e provocar um prejuízo estimado em R$ 400 milhões aos cofres públicos.Durante a operação, investigadores encontraram R$ 263 mil em espécie em um escritório ligado ao auditor fiscal preso. Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, além das cidades de Feira de Santana, Camaçari e Candeias.Dois servidores municipais de Candeias também foram afastados das funções públicas.As apurações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), Polícia Civil e Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz) apontam que a organização criminosa operava um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos estaduais e municipais, que recebiam vantagens indevidas para facilitar a atuação do grupo e garantir proteção contra fiscalizações. Leia Mais Operação contra o PCC: investigação em SP iniciou com inteligência em 2023 PF cumpre 48 mandados contra fraudes e lavagem de quase R$ 7 milhões na BA PCC, Faria Lima e combustíveis: o que sabemos sobre três operações de hoje Ainda de acordo com a investigação, o esquema utilizava a importação irregular de insumos químicos, como nafta e solventes, desviados para unidades clandestinas de mistura de combustíveis, conhecidas no setor como “batedeiras”. Nesses locais, os produtos eram adulterados antes de serem distribuídos ao mercado.A Operação Khalas é um desdobramento da Operação Primus, realizada em outubro de 2025, e tem como foco atingir o núcleo financeiro e operacional da organização criminosa.A ação mobilizou oito promotores de Justiça, 26 delegados, cerca de 90 policiais civis, além de servidores do Ministério Público, da Sefaz e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).A força-tarefa responsável pela investigação é formada também pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip/Sefaz) e pelo Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e Contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).