As ações da Casas Bahia (BHIA3) operam entre os destaques negativos da Bolsa no pregão desta quinta-feira (14), após a companhia reportar prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão no primeiro trimestre de 2026, pressionado pelo resultado financeiro. No mesmo período em 2025, o prejuízo foi de R$ 408 milhões. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as ações da varejista caíam 6,86%, cotadas a R$ 1,90. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "BHIA3", "BHIA3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "43668e1"} ); Analistas do Safra pontuam que a queima de caixa permanece como uma preocupação, apesar de a empresa ter apresentado uma melhora nos últimos 12 meses em comparação ao 4T25 (R$ 1,6 bilhão vs. R$ 2,9 bilhões). Os analistas afirmam que esperam ver resultados mais concretos no fluxo de caixa para mudar a visão sobre o papel, que segue como “Underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda). Do lado positivo, ainda segundo o Safra, os esforços de reestruturação continuam resultando em números operacionais mais encorajadores, combinados com redução das despesas financeiras relacionadas à antecipação de recebíveis, financiamento de fornecedores e serviço da dívida em uma comparação trimestral. Peso das despesas financeiras Na avaliação do BTG Pactual, a Casas Bahia apresentou um trimestre de melhora nas tendências operacionais, com uma execução mais forte no online compensando parcialmente a dinâmica mais fraca das lojas físicas, enquanto o FCF (fluxo de caixa livre) foi o principal destaque positivo.As tendências de crescimento da receita continuaram melhorando no 1T26 e, combinadas com os ganhos contínuos de eficiência em SG&A (despesas com vendas, gerais e administrativas), entregaram mais um trimestre de melhora no desempenho operacional.“Ainda assim, apesar do progresso operacional e da significativa desalavancagem alcançada ao longo do período, seguimos atentos à estrutura de capital e à geração de caixa da companhia. Por isso, mantemos nossa recomendação Neutra para o papel”, dizem os analistas.Na leitura da XP Investimentos, as vendas do 1P (estoque próprio) permaneceram como destaque após a parceria com o Mercado Livre, dizem os analistas, compensando um canal de lojas físicas fraco e um 3P (marketplace) fraco, o que, combinado a uma melhora da margem bruta, entregou um Ebitda ajustado 5% acima do esperado. Por outro lado, as despesas financeiras líquidas permaneceram como um peso, embora melhorando sequencialmente em linhas-chave, o que resultou em um prejuízo líquido de R$1,1 bilhão. “Mantemos nossa recomendação Neutra, enquanto aguardamos mais evidências de que a nova estrutura de capital se traduzirá em recuperação do resultado final, enquanto o macro permanece pressionado”, diz a casa.Números do 1T26No primeiro trimestre, a receita líquida das Casas Bahia cresceu 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 7,4 bilhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas tiveram alta de 5,4%, para 1,7 bilhão. A margem bruta da companhia ficou em 30,3%, de 30,2% um ano antes.A receita bruta na vendas online avançou 24%, para quase R$ 3,3 bilhões, com expansão de 26,4% no canal próprio (1P), para R$ 3 bilhões. A receita bruta das lojas físicas somou quase R$ 5,6 bilhões, declínio de 1,8%.O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Casas Bahia totalizou R$ 597 milhões, aumento de 4,7% ano a ano, com a margem nessa linha passando de 8,2% para 8,1%.*Com Reuters