Wall Street em recorde: S&P 500 e Nasdaq atingem novas máximas; veja o que está por trás da alta

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Dois dos principais índices de Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq, abriram a sessão desta quinta-feira (14) já nas máximas nominais históricas e seguiram em trajetória de alta, superando a marca dos 7.500 pontos e 26.600 pontos, respectivamente. O Dow Jones também se aproxima de seu recorde de 50.188,14 pontos, alcançado no pregão de 10 de fevereiro de 2026. Confira o desempenho dos índices por volta das 12h20 (horário de Brasília):Dow Jones: +0,81%, aos 50.096,35 pontos;S&P 500: +0,83%, aos 7.506,37 pontos – no maior nível nominal histórico; Nasdaq: +1,00%, aos 26.665,27 pontos – no maior nível nominal histórico.O que mexe com Wall Street hoje?Os investidores norte-americanos seguem de olho no encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Um grupo de CEOs de companhias relevantes dos EUA fazem parte da comitiva de Trump. Entre os tópicos discutidos entre os dois líderes, está a abertura comercial chinesa para as empresas dos Estados Unidos, como a Nvidia. A companhia, que ontem superou os US$ 5,5 trilhões já se aproxima dos US$ 5,7 trilhões nesta quinta-feira.As ações da empresa saltaram mais de 4% após a Reuters noticiar que os EUA autorizaram cerca de 10 empresas chinesas a comprar o chip de inteligência artificial H200 da Nvidia. No entanto, nenhuma entrega foi realizada ainda.Segundo a CNBC, o presidente chinês sinalizou aos CEOs presentes na viagem de Trump que a China se “abrirá ainda mais” para as companhias norte-americanas. Além disso, as ações da Cisco disparam 14%, impulsionando o Dow Jones, após o balanço considerado sólido e os números do guidance da companhia agradarem o mercado. A empresa ainda anunciou o corte de 4 mil funcionários.O avanço das empresas de tecnologia e chips ajuda a alavancar os índices, a despeito dos dados recentes indicarem avanço da inflação nos Estados Unidos. A continuidade da guerra com o Irã prolonga o fechamento do Estreito de Ormuz e pressiona os preços de combustíveis e energia.Consequentemente, o mercado já precifica um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a partir de abril de 2027, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters