Os índices de Wall Street registraram fortes ganhos nesta quinta-feira (14), principalmente de ações ligadas a chips e tecnologia, com as tratativas comerciais entre Estados Unidos e China no radar. Como reflexo, o S&P 500 e o Nasdaq tiveram um novo dia de recordes.Na máxima intradia, o S&P 500 chegou aos 7.517,12 pontos, enquanto o Nasdaq bateu os 26.707,14 pontos.Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: +0,75%, aos 40.063,46 pontos;S&P 500: +0,77%, aos 7.501,25 pontos – no maior nível nominal histórico; Nasdaq: +0,88%, aos 26.635,22 pontos – no maior nível nominal histórico.O movimento aconteceu na esteira da presença de CEOs de companhias relevantes de tecnologia norte-americanas na comitiva do presidente Donald Trump para a China. O que movimentou Wall Street hoje?Os investidores de Wall Street voltaram as atenções à cúpula entre os líderes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Os presidentes discutiram relações comerciais, a guerra no Irã e Taiwan. Junto de Trump, um grupo de CEOs de companhias relevantes dos EUA fazem parte da comitiva da viagem à China.A abertura comercial chinesa para as empresas dos Estados Unidos, como a Nvidia, recebeu sinalização positiva de Xi, que afirmou que Pequim se abriria ainda mais para essas companhias. As ações da Nvidia subiram mais de 4% depois de a Reuters informar que os EUA autorizaram cerca de 10 empresas chinesas a comprar o chip H200. No entanto, nenhuma entrega foi realizada ainda. Segundo o presidente dos EUA, Xi teria indicado que um acordo com o Irã seria positivo, além de afirmar que não enviaria armas ao país persa. A Casa Branca disse que ambos também concordaram que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”, embora a mídia estatal chinesa não tenha confirmado a declaração.O Dow Jones retomou o nível dos 50.000 mil pontos com a disparada das ações da Cisco, que saltaram 12%, após a divulgação do balanço corporativo, guidance para o terceiro trimestre e anúncio de corte de 4 mil funcionários.Dados econômicosNo front econômico, as vendas no varejo aumentaram 0,5% em abril, após um salto revisado para baixo de 1,6% em março, informou o Census Bureau do Departamento de Comércio nesta quinta-feira.Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que são, em sua maioria, mercadorias e não são ajustadas pela inflação, ganhariam 0,5%, depois de um aumento de 1,7% relatado anteriormente em março.Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 12.000, para 211.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 9 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 205.000 pedidos para a última semana.*Com informações de Reuters