Pré-candidatos aos cargos eletivos nas eleições 2026 podem iniciar, a partir desta sexta-feira (15) a arrecadação de recursos para financiar campanhas, inclusive por meio de financiamento coletivo, a chamada “vaquinha virtual”. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recursos podem ser arrecadados por meio das instituições cadastradas e aprovadas pela Corte, e que previamente contratadas por candidatos ou partidos, conforme a lei das eleições Para as legendas, os valores captados nestes primeiros dias servem como “termômetro financeiro-eleitoral”, definindo quem terá prioridade na distribuição de recursos públicos e na costura de coligações majoritárias. A métrica mais observada não será o montante total e nem grandes contribuições, mas o “ticket médio” das doações. Um valor médio baixo com alto volume de doadores sinaliza uma candidatura popular e resiliente, com militância disposta a defender o nome organicamente. Por outro lado, arrecadações volumosas concentradas em poucos CPFs ligam o alerta para a dependência de grandes grupos econômicos, um ponto de vulnerabilidade que costuma ser explorado pela oposição em debates sobre representatividade.Legislação e regras de captaçãoPara evitar o uso de recursos ilícitos, o TSE exige transparência absoluta nas plataformas homologadas. A liberação dos recursos captados antes das convenções está condicionada ao deferimento da candidatura. Caso contrário, o estorno é obrigatório. Esse mecanismo de compliance protege o sistema contra o financiamento de candidaturas “fantasmas”. Em 2026, o primeiro sinal de vitória não virá de pesquisas de intenção de voto, mas da capacidade do candidato de monetizar sua influência digital em uma base de dados auditável.Toda arrecadação é regulamentada pela Resolução TSE nº 23.607/2019 (artigos 22 e 24), que fala sobre a captação e os gastos de recursos por partidos políticos e candidatas e candidatos. O modelo de vaquinhas existe desde 2018 e, atualmente, quatro empresas já foram aprovadas pelo TSE: AppCívico Consultoria Ltda, Elegis Gestão Estratégica, GMT Tecnologia e QueroApoiar.com.br Ltda.*Sob supervisão de Gustavo Porto