O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Usiminas (USIM5) de R$ 6 para R$ 10 por ação, para o final de 2026, de olho na melhora operacional, impulsionada pela alta dos preços do aço e reajustes implementados no mercado brasileiro. Ainda assim, a recomendação segue neutra, uma vez que a forte valorização recente das ações, com alta de 53% no acumulado do ano, já incorpora boa parte da melhora esperada nos resultados futuros. Na visão dos analistas, o equilíbrio entre risco e retorno ficou menos atrativo nos níveis atuais.O relatório aponta que os preços do aço seguem sustentados por restrições globais de oferta e aumento dos custos de insumos, o que favorece reajustes no Brasil. Porém, a demanda doméstica ainda apresenta sinais de fraqueza, especialmente em segmentos importantes como indústria e automóveis, o que pode limitar a capacidade das siderúrgicas de manter preços elevados.Outro ponto de atenção é a pressão de custos. A companhia deve enfrentar aumento nos gastos com placas de aço, carvão e coque ao longo dos próximos trimestres. Além disso, parte dos contratos com montadoras possui repasses mais lentos, o que reduz a velocidade com que a Usiminas consegue transferir esses aumentos de custos para os clientes, pressionando as margens.Para 2027, o cenário pode melhorar caso a empresa entregue desempenho operacional mais forte, mas isso dependerá de fatores como aceleração adicional dos preços do aço, controle da inflação de custos, recuperação da demanda doméstica e maior eficácia das medidas de defesa comercial contra importações.*Com supervisão de Juliana Américo