As ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV), em dia de recuperação e retomada do apetite a risco no cenário doméstico. Logo após a abertura das negociações desta quinta-feira (14), BBAS3 tombou 4,91%, a R$ 19,74, na mínima intradia, liderando a ponta negativa do principal índice da bolsa brasileira. O IBOV opera em alta no nível dos 178 mil pontos, em breve recuperação após cair quase 2% na véspera com ruído político. Acompanhe o Tempo Real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "BBAS3", "BBAS3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "f8d5320"} ); O papel também é o mais negociado no mercado brasileiro desde o início do pregão. Por volta de 10h20 (horário de Brasília), BBAS3 movimentava R$ 284,6 milhões em 10,4 mil negócios na B3. O banco estatal terminou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 53% ante mesmo período de 2025. Apesar disso, a cifra ficou dentro do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,42 bilhões.Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco passar de queridinho do mercado para um grande ponto de interrogação.Desde do terceiro trimestre do ano de 2024, o BB vem sentido efeitos da falta de pagamento no agronegócio, já que o setor passa por uma alta expressiva do número de recuperações judiciais no setor.O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) despencou 9,4 pontos percentuais, encerrando o trimestre a 7,3%. Consenso da Bloomberg esperava 6,2%.CONFIRA OS NÚMEROS EM DETALHES: Banco do Brasil (BBAS3): Lucro despenca 53% e vai R$ 3,4 bilhões no 1T26, mas fica dentro das expectativasAlém disso, o BB cortou as projeções para 2026, em meio a um cenário ainda difícil para o agronegócio. A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora projeta lucrar de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.“A revisão para baixo das estimativas de lucro para 2026 indica um ambiente mais adverso do que o previamente antecipado”, avaliaram os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes, do Bradesco BBI em relatório divulgado na manhã de hoje. *Com Renan Dantas