'Sucesso não é garantido', diz Zuckerberg após demitir 8 mil pessoas na Meta

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O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, comentou a demissão oficializada nesta quarta-feira (20) que vai afetar 8 mil funcionários. As falas do executivo foram registradas em um memorando que circulou somente para os funcionários, mas a empresa não comentou oficialmente o assunto.Na carta, o executivo tenta motivar a equipe na medida do possível, além de reforçar que as mudanças são de fato provocadas pela mudança de foco na companhia e os investimentos cada vez maiores do grupo em inteligência artificial (IA)."A IA é a tecnologia mais importante das nossas vidas (...) As empresas que liderarem o caminho definirão a próxima geração", disse o CEO, ressaltando que ainda assim "o sucesso não é garantido" — ou seja, que seria necessário fazer alterações e sacrifícios em equipes."É sempre triste dizer adeus a pessoas que contribuíram para nossa missão e para a construção desta empresa", disse Zuckerberg no comunicado, recebido por veículos como o jornal The New York Times. O executivo ainda disse sentir "gratidão" por todos que foram dispensados "por todo o trabalho árduo que dedicaram a servir nossa comunidade".A nova leva de demissões na MetaO aviso interno do novo corte de grandes proporções na Meta foi realizado há um mês. Isso significa que a empresa confirmou as demissões em massa com antecedência, mas os funcionários afetados só foram avisados agora e continuaram trabalhando normalmente desde então;Ao todo, foram dispensadas cerca de 8 mil pessoas, ou aproximadamente 10% do corpo de funcionários da gigante;Não há muitas informações sobre os times mais afetados, mas equipes voltadas para infraestrutura, modelos fundacionais e monetização de IA devem ser as menos prejudicadas pelo layoff;Fora o corte, a Meta congelou a contratação de uma série de novos funcionários e também redirecionou uma série de colaboradores para novos cargos, também voltados para a nova prioridade em IA;Segundo Zuckerberg, a Meta não espera ter que fazer outras demissões em massa na empresa este ano. "Também quero reconhecer que não temos sido tão claros quanto gostaríamos em nossa comunicação, e essa é uma área na qual quero garantir que possamos melhorar", explicou também o executivo. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por TecMundo (@tecmundo)O clima na Meta não é dos melhores: funcionários nos EUA teriam sido instruídos a trabalhar de casa nesta semana e não só por causa das demissões. Protestos estavam se intensificando nos escritórios da companhia por causa de uma nova política de monitoramento, que vai rastrear o movimento de mouse, teclado e tela do funcionário.Quer continuar informado sobre o mercado e as novidades de IA? Confira a seção especial sobre o tema no site do TecMundo!