“Tudo o que vivi teve um propósito”, Vilma Venâncio transforma fé e criatividade em recomeço  

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Foto: Júlio PintoA trajetória de Vilma Venâncio Pinto é marcada pelo trabalho, pela fé e pela capacidade de recomeçar. Nascida em Mirandópolis, ela começou a trabalhar ainda criança e construiu uma vida baseada na dedicação à família, ao comércio e ao empreendedorismo. Após anos atuando com a loja El Shadai, encontrou no artesanato em concreto uma nova paixão e uma forma de transformar criatividade em propósito. Ao lado do marido, Júlio Antônio Pinto, dos filhos e da fé que considera essencial em sua caminhada, Vilma segue construindo sua história com perseverança e amor pelo que faz.Como foi sua infância?Nasci em Mirandópolis, em 1973, e cresci em uma família simples e muito trabalhadora. Sou a única filha mulher entre cinco irmãos, então cresci no meio dos meninos. Meu pai trabalhava na DER (Departamento de Estrada de Rodagem) e minha mãe cuidava da casa. Morávamos na Rua Júlio Prestes e tive uma infância simples, mas cheia de ensinamentos sobre responsabilidade e trabalho.Quando começou a trabalhar?Comecei a trabalhar muito cedo, aos sete anos, como babá. Depois, trabalhei como empregada doméstica e também em uma escola de datilografia. Nunca parei de trabalhar. Sempre fui muito ativa e aprendi desde pequena a correr atrás das coisas. Saí de Mirandópolis aos 17 anos para morar em São José dos Campos, retornando para Mirandópolis aos 21. Depois, aos 25 anos, fui para São Paulo em busca de oportunidades. Foi um período de muito aprendizado e amadurecimento. Trabalhei bastante, comecei a faculdade de Pedagogia, mas acabei desistindo. Vivi muitos anos em São Paulo e sempre procurei crescer profissionalmente.Como conheceu o seu esposo?Conheci o Júlio Antônio Pinto quando voltei para a região e passei em um concurso da penitenciária, que minha mãe fazia muita questão que eu prestasse. Eu estava há anos sem estudar e não coloquei muita fé, mas fui passando por todas as fases. Começamos a namorar e nos casamos seis meses depois. Construímos nossa família juntos e tivemos dois filhos, Alan Rafael e João Pedro. Ele sempre esteve ao meu lado em todos os momentos importantes da minha vida.Como nasceu a loja El Shadai?Depois que saí do serviço público, comecei a vender roupas e me apaixonei pelo comércio. Mais tarde, entrei em uma loja próxima ao Posto Veronese e comecei a trabalhar com artigos evangélicos, algo que praticamente não existia em Mirandópolis naquela época. Depois, a loja passou a se chamar El Shadai, que significa “Deus Todo-Poderoso”. Trabalhei mais de 20 anos com a loja, e foi uma fase muito importante da minha vida.Qual foi a importância da fé na sua vida?A fé mudou completamente minha vida. Foi através da Palavra de Deus que encontrei direção e paz. Eu me converti depois de começar a conhecer mais sobre Jesus e, desde então, Deus passou a ser o centro de tudo. Hoje tenho uma relação muito próxima com Deus e acredito que tudo o que vivi teve um propósito.E o artesanato na sua vida?Começou como uma forma de aliviar o estresse. Eu estava passando por uma fase cansativa, ajudando meus filhos que estudavam fora, e comecei a fazer crochê para distrair a mente. As pessoas começaram a gostar e querer comprar as peças. Depois, fiz cursos de flores em EVA e, mais tarde, conheci o artesanato em concreto, que foi onde realmente me encontrei.Quais foram as maiores dificuldades?No começo, foi difícil encontrar materiais e investir sem saber exatamente como seria o retorno. Muitas coisas eu precisava buscar fora da região, e tudo exigia investimento. Também existe a dificuldade de trabalhar com peças pesadas, principalmente para transportar e participar de feiras.Hoje, como funciona sua produção?Hoje trabalho principalmente com peças em concreto, como vasos e kits decorativos. Participo da Feira da Mulher Empreendedora e também já participei do Circuito Sesc de Artes em Mirandópolis. Faço tudo com muito amor e dedicação. Não trabalho apenas pensando nas vendas, mas porque realmente gosto do que faço.O que mais te orgulha na sua história?Me orgulho de nunca ter desistido. Sempre trabalhei, enfrentei dificuldades, recomecei várias vezes e consegui encontrar algo que amo fazer. Também me orgulho da minha família, da minha fé e de tudo o que construí ao longo da vida com dedicação e perseverança.O post “Tudo o que vivi teve um propósito”, Vilma Venâncio transforma fé e criatividade em recomeço   apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.