PL avalia substitutos a Castro no Rio, mas decisão caberá ao clã Bolsonaro

Wait 5 sec.

Com Claudio Castro (PL) pressionado cada vez mais a desistir da candidatura ao Senado por parte do próprio PL, o partido já avalia possíveis substitutos à vaga da chapa no Rio de Janeiro. No entanto, a decisão sobre o futuro de Castro e seu eventual substituto ficará a cargo do clã Bolsonaro.A avaliação de integrantes do PL é de que a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (15) contra Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, tornam o ex-governador do Rio ainda mais tóxico eleitoralmente não apenas para Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, mas também para Douglas Ruas (PL) ao governo estadual.Castro ainda está inelegível e os próprios aliados consideram que enfrentará mais problemas, inclusive envolvendo o Banco Master e a RioPrevidência, fundo de previdência do estado fluminense. Leia Mais Após ataque Zema, Flávio volta a se reunir com deputada cotada para vice Oposição critica troca de delegado de Lulinha pela PF em momento sensível Viana cobra PF após troca em investigação que mira Lulinha A suspeita da PF é que a RioPrevidência teria direcionado dinheiro de aposentados e pensionistas para ativos considerados de alto risco do Master, quando a instituição já estava na mira do Banco Central.Num momento em que Flávio demonstra ter tido contato e cobrado dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, a avaliação de membros do PL é que toda a situação fica ainda mais delicada.Para parte do PL, já é um erro grave o partido ter deixado Castro insistir tanto em sua candidatura, frágil na Justiça, e o consideram o “pior cabo eleitoral” possível neste momento. Membros do PL consideram, sobretudo, que não se pode sacrificar um projeto estadual e nacional – com Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro – em nome de um projeto pessoal de Castro.Por isso, uma ala defende que Castro já desista da candidatura ao Senado e deixe o caminho livre para alguém sem tantos problemas jurídicos e eleitorais.Entre os nomes do PL lembrados para essa substituição estão o de Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Altineu Côrtes e Carlos Portinho – todos hoje deputados federais, com exceção de Portinho, que é senador.Também não se descarta que o PL apoie algum nome de fora do partido à vaga eventualmente a ser herdada de Castro, como do delegado de Polícia Civil Felipe Curi (PP), que se notabilizou por promover megaoperações contra facções criminosas no Rio.Ainda não há nenhuma decisão tomada perante a situação. O consenso é de que a palavra final passará tanto por Flávio quanto Jair Bolsonaro.Enquanto isso, eventos partidários grandes e de apresentação da chapa da direita no Rio ficam em suspenso, à espera de uma definição. A perspectiva é de que não haja nenhum ato político-partidário mais amplo neste sentido até o final de junho.Integrantes do PL admitem que a situação está longe do ideal. Ao mesmo tempo, consideram que pelo fato de o Rio ser a base eleitoral de Flávio e família, e de a direita estar relativamente bem consolidada no estado, os prejuízos não são maiores ainda.