IA não só passa no teste de Turing, ela supera humanos

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Um estudo da University of California San Diego apresentou evidências de que sistemas modernos de inteligência artificial (IA) conseguiram passar no clássico teste de Turing, criado em 1950 pelo matemático britânico Alan Turing. A pesquisa mostrou que participantes humanos tiveram dificuldade para diferenciar pessoas reais de modelos avançados de linguagem durante conversas por texto.O trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences e avaliou diferentes modelos de IA em experimentos controlados. Segundo os pesquisadores, esta foi a primeira vez que modelos de linguagem foram considerados humanos com frequência semelhante — e em alguns casos superior — à de participantes reais dentro da estrutura original proposta por Turing.Como o experimento funcionouNo teste, cada participante conversava simultaneamente com duas entidades: um humano e um sistema de IA. O objetivo era identificar qual dos interlocutores era a pessoa real.Os pesquisadores utilizaram dois grupos independentes: estudantes da UC San Diego e participantes recrutados pela plataforma Prolific. Ao todo, quase 500 pessoas participaram dos experimentos.Os testes envolveram quatro modelos de linguagem. Entre eles estavam os sistemas mais avançados, como GPT-4.5 e LLaMa-3.1-405B, além de modelos considerados base de comparação, como GPT-4o e o chatbot clássico ELIZA, criado nos anos 1960.