O Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu explicações à Câmara sobre a situação funcional do deputado Mário Frias (PL-SP), que está no exterior desde o dia 12 de maio.Dino enviou ofício ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), por meio do qual cobra as informações dentro de um prazo de 48 horas.O ministro também pede esclarecimentos sobre eventual autorização para missão de Frias no exterior. Segundo informações da Câmara à reportagem, o deputado apresentou pedido de missão oficial, sem ônus para a Câmara, no Bahrein, entre 12 e 18 de maio.A viagem seria um convite da Embaixada do Bahrein em Brasília para que ele participasse de reuniões no parlamento do país e do Comitê de Desenvolvimento Econômico.O deputado também solicitou afastamento para missão oficial nos Estados Unidos, sem ônus para a Câmara, entre os dias 19 e 22 de maio. Ele alegou ter agendas em Dallas, no Estado do Texas, a convite do movimento Yes Brazil USA.O deputado está envolvido na polêmica do financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro, que está preso por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro. Mário Frias é produtor-executivo do filme.Após a divulgação do áudio pelo site The Intercept Brasil, a produtora do filme no Brasil, a GO UP Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, e Mário Frias, primeiro, publicaram notas negando ter havido “qualquer centavo” de Vorcaro no financiamento do projeto.Depois de Flávio confirmar ter pedido dinheiro a Vorcaro e da confirmação de que pelo menos parte do recurso foi enviado, o deputado voltou atrás e mudou a versão.“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, afirmou.