Enel afirma que processo da Aneel é “inválido e improcedente”

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A Enel apresentou uma carta de defesa e protocolou um parecer técnico à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no processo contra a distribuidora de energia. A empresa afirma que o processo é “inválido e improcedente” e destaca que os episódios analisados aconteceram durante eventos climáticos extremos. A defesa, apresentada nesta quarta-feira (13), cita ainda um relatório técnico do Tribunal de Contas da União segundo o qual não teriam sido caracterizados descumprimentos dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Além disso, a Enel afirma que os episódios analisados ocorreram durante eventos climáticos extremos. Segundo a empresa, dois deles foram apontados pela própria Aneel entre os dez maiores eventos climáticos extremos do Brasil até 2024, enquanto o evento de dezembro de 2025 teria sido ainda mais severo.  Leia Mais Aneel retira de pauta julgamento da Enel após decisão da Justiça Justiça derruba liminar e mantém processo que pode tirar concessão da Enel Aneel tem maioria para recomendar caducidade da concessão da Enel SP A distribuidora também sustenta que recebe tratamento diferente do aplicado a outras concessionárias. A empresa afirma ainda estar submetida a metas específicas de TMAE (indicador regulado pela Aneel que calcula, em minutos, o tempo médio para restabelecimento da energia) além de critérios relacionados a interrupções superiores a 24 horas e à recomposição do serviço após eventos climáticos severos em processo tendente à caducidade. Na carta de defesa, a empresa lista como principais pontos: violação ao princípio da isonomia; tratamento regulatório diferente do aplicado a outras distribuidoras; ausência de avaliação de alternativas menos gravosas; e possível violação ao tratado Brasil-Itália sobre investimentos. SP: Enel pode receber até R$ 15 bilhões em caso de caducidade de contrato | BASTIDORES CNNA Enel também pediu o arquivamento do processo, alegando ausência dos pressupostos legais, contratuais e regulatórios necessários para a abertura do procedimento tendente à caducidade. A CNN Brasil entrou em contato com a Aneel, mas, até o momento, não obteve resposta.  *Sob supervisão de Thiago Félix