Volkswagen enfrenta pressão e pode fechar fábricas na Alemanha

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A Volkswagen pode cortar mais 50 mil empregos para reduzir uma desvantagem de custos estimada em 20% frente a concorrentes. A informação foi revelada pelo CEO Oliver Blume em um memorando interno visto pela Reuters.Caso a medida avance, o grupo poderá chegar a 100 mil vagas eliminadas. A montadora alemã tenta conter gastos em meio à queda nos lucros, à disputa com fabricantes chinesas e aos desafios para tornar sua produção mais eficiente.A Volkswagen já havia definido cortes de 50 mil vagas e agora considera ampliar a reestruturação global. – Imagem: Tobias Arhelger/ShutterstockVolkswagen amplia plano de redução de custosA fabricante já havia acordado a redução de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o grupo, incluindo as marcas Porsche e Audi. Agora, a direção avalia se outros 50 mil empregos precisarão ser eliminados em diferentes países.Segundo Blume, a Volkswagen calculou uma diferença de custos de 20% em relação a empresas semelhantes e considera que novos ajustes podem ser necessários para recuperar competitividade.Estamos avaliando atualmente, em todas as marcas, empresas e regiões, quantos ajustes são realmente necessários e viáveis.Oliver Blume, CEO da Volkswagen, em memorando.A pressão sobre a montadora vem de diferentes lados: os custos bilionários com tarifas, a forte concorrência no mercado chinês e a necessidade de adaptar a rede de produção na Alemanha.Trabalhadores contestam possíveis cortesA possibilidade de uma nova rodada de demissões provocou reação dos funcionários, que cobraram explicações da direção sobre o plano apresentado ao conselho de supervisão.Representantes dos trabalhadores no conselho barraram as propostas, que incluíam cortes de vagas e a possibilidade de fechamento de quatro fábricas.As unidades que estão sob avaliação são:Emden;Hannover;Zwickau;Neckarsulm.“Até o momento, ainda não podemos confirmar cenários competitivos viáveis ​​para as fábricas de Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm na década de 2030”, disse Blume.A montadora busca alternativas aos fechamentos, incluindo novos usos para fábricas com capacidade ociosa. – Imagem gerada por inteligência artificial-GPTMontadora busca alternativas aos fechamentosApesar da necessidade de reduzir despesas, o CEO afirmou que prefere encontrar outras soluções antes de encerrar unidades. Entre as possibilidades está o uso de algumas fábricas para novos negócios, como a indústria de defesa ou a produção de modelos chineses da Volkswagen na Europa.Leia mais:Carros sem motorista: lei pode mudar futuro da Tesla nos EUAJeep Avenger começa a ser produzido no Brasil e deve ser lançado este semestreLembra dela? Lecar devolve dinheiro a clientes e vê parceria fracassarA estratégia é evitar o fechamento de instalações que ainda possam ter utilidade dentro do grupo.A Volkswagen ainda não confirmou quais empregos serão eliminados nem quais fábricas poderão ser afetadas. As negociações com representantes dos trabalhadores continuam enquanto a companhia avalia os próximos passos da reestruturação.O desfecho deve definir o futuro de parte da estrutura industrial da montadora na Alemanha e em outras regiões onde o grupo mantém operações.No Brasil, a empresa afirmou em nota não ter previsão de demissões. “A Volkswagen não tem previsão de demissões no Brasil. “Pelo contrário, em 2025 a Volkswagen do Brasil fez contratações para a produção de suas quatro fábricas no País, sendo cerca de 50% mulheres, reforçando seu compromisso com a diversidade.”O post Volkswagen enfrenta pressão e pode fechar fábricas na Alemanha apareceu primeiro em Olhar Digital.