Belo Horizonte — O senador e possível pré-candidato ao governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), defendeu o “fuzilamento em praça pública” dos suspeitos de estuprar e matar a bebê Helena, de 10 meses, em Fortaleza (CE). Em vídeos publicados nas redes sociais e em discurso no Senado Federal, o parlamentar também voltou a defender mudanças na Constituição para permitir a pena de morte no Brasil em casos de crimes considerados hediondos.“Eu sou a favor que esses dois desgraçados vão em praça pública e sejam fuzilados”, disse Cleitinho no vídeo divulgado nas redes sociais. Ele ainda criticou o fato de os suspeitos estarem em isolamento no sistema prisional e afirmou que eles deveriam ser executados. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Cleitinho Azevedo (@cleitinhoazevedo)Na publicação, o senador também voltou a dizer que o país precisa discutir a alteração da Constituição para permitir a pena de morte. “A gente tem que começar a debater no Brasil, mudar a Constituição para a gente ter pena de morte. Porque essa bebê Helena, de 10 meses, teve pena de morte. Ela não teve direito à escolha”, afirmou. Leia também Na MiraPreso por morte de bebê diz que não estava no mesmo quarto da menina Na MiraDeputada reposta desabafo de mãe de bebê morta: “Nada supera essa dor” Na MiraBebê de 10 meses morta: em festa, mãe achou que filha havia engasgado Ainda sem confirmar oficialmente a sua candidatura ao governo de Minas, Cleitinho disse que, caso fosse governador, a “primeira coisa que ia fazer” seria implantar a pena de morte no estado. A medida, contudo, não é de competência dos governos estaduais.O senador também fez críticas a entidades de direitos humanos e afirmou que pessoas que defendam os suspeitos deveriam “levá-los para casa”. Em outro trecho, disse que os investigados “têm que estar no colo do capeta”.O caso da bebêA bebê Helena, de 10 meses, morreu na última segunda-feira (13/7), em Fortaleza. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), o hospital que atendeu a criança constatou sinais compatíveis com violência sexual.Além da suspeita de estupro, a Polícia Civil também investiga a hipótese de que a menina tenha sido asfixiada.Dois homens foram presos: o “ficante” da mãe da criança, apontado inicialmente como padrasto da bebê, e um primo dele. Ambos são investigados por participação no crime. Até o momento, as defesas dos suspeitos não foram localizadas.Segundo a coluna Na Mira, do Metrópoles, em depoimento, a mãe afirmou que mantinha um relacionamento recente com um dos investigados e relatou que conhecia o homem havia poucos dias. Segundo ela, os dois participaram de uma festa no apartamento do suspeito e, em determinado momento, percebeu que a filha passava mal, acreditando inicialmente que a bebê estivesse engasgada.A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) informou que os depoimentos da mãe e do tio da criança serão fundamentais para esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação de cada investigado. A bebê foi sepultada na terça-feira (14). Durante o velório, a mãe passou mal e desmaiou.