A privatização da Copasa (CSMG3) segue impulsionando a visão positiva dos analistas sobre a companhia. Citi e XP Investimentos revisaram seus preços-alvo para as ações após a conclusão do processo, citando mudanças no modelo regulatório, potencial de ganhos de eficiência sob o comando da Equatorial (EQTL3) e espaço para crescimento dos resultados e da distribuição de dividendos. Ambas as casas mantiveram recomendação de compra para o papel.O Citi elevou o preço-alvo de R$ 55 para R$ 79, o que implica um potencial de valorização de 19,2% em relação ao fechamento anterior (13). De acordo com o banco, as principais mudanças do modelo do banco estão atreladas à reavaliação da Base de Ativos Regulatória (RAB), da inclusão de novas conexões de esgoto, da extensão das concessões e do novo mecanismo de compartilhamento dos ganhos de eficiência operacional (opex).Além disso, o banco considera positiva a entrada da Equatorial (EQTL3) como acionista de referência da Copasa, pois acreditamos que seu sólido histórico de excelência operacional deve favorecer a execução da transformação da companhia, de maneira semelhante ao processo observado na Sabesp (SBSP3).Já a XP Investimentos fixou o preço-alvo de R$ 88,3 para a Copasa no final de 2027, o que implica um potencial de alta de 33,24% ante o último fechamento. Segundo os analistas da corretora, é uma tese de equity simples, que combina valuation atrativo, crescimento de resultados e dividendos saudáveis.Tanto o Citi quanto a XP mantêm a recomendação de compra para o papel.Por volta das 13h20 (horário de Brasília), a CSMG3 recuava 0,14%, a R$ 66,18. No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) subia 0,25%, aos 176.175,30 pontos. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "CSMG3", "CSMG3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "26928fb"} ); Contratos da CopasaDe acordo com o Citi, a tese de Copasa adotada pelo banco agora prevê que todos os municípios optarão por estender seus contratos até 2073, seguindo o mesmo modelo do acordo firmado com Belo Horizonte.Além disso, foram incorporados ao cenário:o novo mecanismo de compartilhamento dos ganhos de eficiência operacional (25% a 90%);novas ligações de esgoto (dos 637 contratos municipais, apenas 340 atualmente incluem serviços de esgotamento sanitário, embora todos tenham potencial para incorporar esse serviço);a atualização das premissas da RAB, refletindo os investimentos recentemente unitizados e aproximadamente R$ 3,1 bilhões em ativos contratuais registrados no 1º trimestre de 2026 (capex que ainda não havia sido incorporado à RAB).No entanto, como consequência, um dos principais riscos à tese do banco é a possibilidade de alguns municípios decidirem não renovar seus contratos e o aumento de ruído político em função de tarifas mais elevadas. Por outro lado, o Citi menciona como fatores de potencial significativo de valorização, caso a companhia consiga: superar de forma consistente os fatores anuais de incentivo regulatório; implementar medidas mais agressivas de redução de custos; e adotar uma política de dividendos mais robusta. “Em nossa avaliação, há espaço para que a Copasa distribua 100% do lucro aos acionistas sem comprometer a solidez de seu balanço patrimonial”, considera.Melhorias de CopasaNa avaliação da XP, após melhorias relevantes e estruturais no modelo regulatório da Copasa, a companhia ainda é negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real atrativa, de 12,1%.De acordo com os analistas Raul Cavendish, Bruno Vidal e Ana Clara Ribeiro, a tese de equity é vista como uma com similaridades relevantes à de Sabesp, com alguns riscos adicionais, que deverão ser mitigados mais adiante. Como pontos positivos, os analistas destacam:um modelo regulatório com esquema anual de reconhecimento de RAB mais benigno; um modelo de opex regulatório que deixa mais upside para a companhia; a Copasa não possui restrições de payout e tem um balanço leve (2,5x dívida líquida/EBITDA em 2026), o que deve permitir à Equatorial elevar o payout em ritmo acelerado; e maior crescimento de lucro por ação estimado na janela entre 2026 e 2030.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.