Emirados Árabes Unidos acusa Irã de atacar navios do país em Ormuz

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Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar dois navios do país no Estreito de Ormuz, deixando um morto e oito feridos. De acordo com o Ministério da Defesa emiradense, a ação aconteceu nesta segunda-feira (13/7).As embarcações foram identificadas como Mobasa e Bahia. Elas foram atingidas por mísseis de cruzeiros iranianos, informaram militares dos Emirados Árabes Unidos.Um tripulante do navio-tanque Mombasa, de nacionalidade indiana, morreu durante o bombardeio. Outros seis cidadãos da Índia, e 2 da Ucrânia, ficaram feridos.“O ataque também causou danos materiais aos navios-tanque devido ao incêndio que eclodiu neles, e o fogo foi controlado nos dois navios-tanque”, disse um trecho do comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos. Leia também MundoApós Trump, chanceler do Irã diz que pretende cobrar pedágio em Ormuz São PauloLula critica taxa dos EUA em Ormuz: “Antigamente se chamava pirataria” MundoTrump diz que EUA cobrará taxa de 20% para navegação em Ormuz MundoIrã rebate Trump e diz que não permitirá que EUA controle Ormuz Até o momento o governo do Irã não se pronunciou sobre as acusações. Elas surgem no momento em que o país persa voltou a fechar o Estreito de Ormuz, em resposta a nova onda de ataques dos Estados Unidos. Os dois países retomaram as hostilidades em 7 de julho, após firmarem um acordo inicial onde estava previsto, entre outras coisas, a reabertura do estreito e um novo cessar-fogo. As medidas deveriam durar até o fim das negociações para um pacto de paz definitivo.Na última semana, Washington acusou Teerã de atacar navios do Catar em Ormuz. Com isso, o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou a retomada de operações militares contra o país persa — que foram respondidos com bombardeios a posições norte-americanas em países vizinhos, como o Kuwait, Jordânia, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Desde então, o futuro do acordo de paz segue indefinido. Todos os pontos que haviam sido acordados inicialmente no memorando de entendimento assinado no fim de junho (como a reabertura de Ormuz, o fim do bloqueio dos EUA nos portos iranianos, a trégua e o levantamento gradual de sanções norte-americanas contra o Irã) caíram por terra e já não são mais cumpridos por nenhum dos dois lados.