O filho da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desaparecida desde 30 de junho após aceitar uma carona da patroa em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, afirmou ver contradições na versão apresentada pela mulher à Polícia Civil. Segundo ele, o depoimento da empresária, Eliane Alves Dos Santos, levanta dúvidas sobre o que teria acontecido com a mãe.Em entrevista ao Metrópoles, José Carlos de Faria Filho levantou dúvidas até mesmo sobre a tese da carona oferecida pela patroa à mãe até o centro de Ubatuba Ele entende que, por motivos ainda não esclarecidos, a patroa afirmou ter deixado a cozinheira no meio do caminho.“O que a gente não entende é por que ela pararia no meio do trajeto. Minha mãe estava com as malas e, se a carona seria até o centro, não faz sentido interromper o percurso”, afirmou.José Carlos também questiona o trajeto percorrido pela investigada no dia do desaparecimento. Segundo ele, imagens obtidas pela investigação mostram o carro seguindo em direção ao Rio de Janeiro, embora a mulher tenha afirmado que daria uma carona à cozinheira até o centro de Ubatuba — que seria no sentido contrário.2 imagensFechar modal.1 de 2Berenice Ramos de Aguiar Faria2 de 2Berenice Ramos de Aguiar FariaPara a família, o caminho registrado pelas câmeras não é compatível com a versão apresentada. “Minha mãe nunca comentou que iria para o Rio de Janeiro ou para a Praia das Toninhas. A intenção dela era voltar para Igaratá”, afirmou.O filho ainda afirmou que Eliane Alves Dos Santos disse ter pago R$ 2,6 mil à cozinheira em dinheiro, mas, não apresentou nenhum recibo ou documento que comprovasse o acerto trabalhista. Além disso, a família aguarda a análise das imagens das câmeras de segurança entregues pela mulher à polícia.“A gente só quer esclarecer o que aconteceu e encontrar a minha mãe para poder dar um velório digno”, declarou.Entenda o casoBerenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desapareceu no dia 30 de junho, após aceitar uma carona da patroa, dona do restaurante onde trabalhava, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.Um dia antes do desaparecimento, a cozinheira contou à família que havia sido dispensada do trabalho. Segundo os parentes, ela pretendia voltar para Igaratá, no interior do estado, onde morava.Inicialmente, o caso foi registrado como desaparecimento, mas as investigações avançaram e a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio.A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião concluiu que Berenice foi assassinada, embora o corpo da cozinheira ainda não tenha sido localizado.A patroa foi presa temporariamente e é apontada pela Polícia Civil como a principal suspeita do crime. Segundo a investigação, uma das linhas apuradas é que o assassinato tenha sido motivado por questões relacionadas ao pagamento da rescisão trabalhista da funcionária. Leia também São PauloDenúncia anônima pode levar polícia ao corpo de cozinheira desaparecida São PauloCâmera flagrou últimos momentos entre patroa e cozinheira desaparecida São PauloPatroa teria matado cozinheira para não pagar rescisão, diz polícia São PauloPatroa é presa suspeita de matar cozinheira desaparecida após carona Berenice está desaparecida desde o dia 30 de junho, após pegar uma carona com a empresária Eliane Alves Dos Santos, dona do restaurante em que trabalhava no bairro de Ubatumirim, em Ubatuba. Imagens de uma câmera de segurança registraram trecho do trajeto feito pela caminhonete de Eliane na tarde daquele dia.Veja no vídeo abaixo: Inicialmente, o caso havia sido registrado como desaparecimento, mas a Polícia Civil agora trabalha com a hipótese de que a cozinheira tenha sido assassinada.