Servidores do IBGE discutem greve nacional e citam “postura autoritária da presidência”

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O sindicato que representa os servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Assibge-SN, aprovou um cronograma de mobilização que prevê assembleias e atos até o início de uma greve nacional, em 5 de agosto. Segundo o sindicato, a paralisação “tornou-se inevitável diante de uma série de medidas precarizantes e da postura autoritária da atual presidência do órgão”.Ao menos três núcleos de servidores do Rio de Janeiro já adotaram estado de greve. A greve nacional, no entanto, precisa ser aprovada em assembleias estaduais. Entre 15 e 24 de julho, serão realizadas assembleias para deliberar sobre o estado de greve, com indicativo de paralisação a partir de 5 de agosto. As mobilizações foram definidas após uma reunião realizada no Rio de Janeiro. A insatisfação da categoria se baseia motivos que vão desde cortes de indenizações de campo até mudanças no regime de trabalho que afetam, especialmente, os aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU).A direção do sindicato diz que, nos próximos dias, buscará reuniões com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), ao qual o IBGE é vinculado, para tratar das agendas.Procurado, o MGI, que atua na coordenação de políticas de gestão de pessoas, disse, por meio de nota, que a adesão ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), um dos focos de impasse entre servidores e a direção do IBGE, é uma decisão discricionária de cada órgão, incluindo a definição dos percentuais de participação em cada modalidade de trabalho (presencial, teletrabalho parcial ou integral), observando, entre outros critérios, o “interesse da administração, a natureza das entregas das unidades, a cultura organizacional e a necessidade de atendimento ao público”.