A coluna apurou, com exclusividade, que Douglas Silva de Oliveira (foto em destaque), de 26 anos, responsável pela fintech Naskar Gestão de Ativos — investigada por supostamente desaparecer com cerca de R$ 900 milhões de investidores —, fugiu para Dubai.O empresário é um dos investigados no caso do suposto calote de R$ 1 bilhão que teria prejudicado cerca de 3 mil clientes. Conforme o Metrópoles noticiou no início de junho, ao revelar a fraude, os três sócios da empresa deixaram seus cargos e transferiram a propriedade da Naskar para Douglas, em meados de maio. Leia também Mirelle PinheiroSuspeito de matar casal em condomínio: “Não ficará um de direita em pé” Mirelle PinheiroSnipers e negociadores da DOE cercaram suspeito de matar casal no DF Mirelle PinheiroSaiba quem é a servidora que ficou 17 anos sem ir ao trabalho Mirelle PinheiroSaiba quem é o homem suspeito de matar casal em condomínio do DF No entanto, pouco tempo depois, Douglas teria deixado a sociedade da fintech e transferido sua participação para Célia de Fátima Ferreira, uma idosa de 77 anos, moradora de Uberlândia (MG).À época, ele afirmou que a nova proprietária era sua “sócia há alguns anos” e afirmou que continuava figurando como responsável pela empresa.O casoCom 13 anos de atuação, a empresa operava captando recursos de clientes com promessa de retorno de 2% ao mês.No entanto, em 4 de maio deste ano, o pagamento mensal de rendimentos, que era previsto para a data não foi realizado.Diante disso, os clientes buscaram contato com os sócios para entender o que estava ocorrendo, mas Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, o ex-jogador de vôlei e apresentador de TV Maurício Jahu, não responderam.Dias depois, em 6 de maio, o aplicativo da instituição parou de funcionar e, desde então, não voltou ao ar.Até a última atualização desta matéria, os clientes não haviam obtido retornos concretos sobre quando receberão os valores de volta.Quem é DouglasAos 25 anos, Douglas possuía endereços residenciais no Distrito Federal e em Uberlândia (MG), além de constar como administrador, sócio-administrador e/ou representante legal de, ao menos, 12 empresas brasileiras como fintechs, fazendas, postos de combustíveis e transportadoras.Entre os empreendimentos vinculados ao empresário está o Banco Phoenix, registrado sob a razão social Jabuti Capital Venture Group Ltda. Constituída em 9 de janeiro de 2024 e sediada em Uberlândia, a empresa tem capital social de R$ 1 bilhão. Douglas aparece como representante legal e sócio-administrador.Uma das empresas instaladas na capital é a Azara Instituição de Pagamentos. Somados, os capitais sociais das 12 empresas ligadas a Douglas alcançam cerca de R$ 2,4 bilhões.Gostaria de solicitar um posicionamento para que o consideremos na matéria.