Os impactos da guerra no Oriente Médio já ultrapassaram o campo militar e seguem pressionando a economia global. Commodities, taxas de juros e mercados financeiros continuam sob influência direta do conflito, especialmente os preços do petróleo e de seus derivados.Em entrevista ao CNN Money, Fernando Berardo afirmou que a inflação, tanto no Brasil quanto no restante do mundo, ainda sofre os efeitos da alta dos derivados de petróleo.Segundo ele, o impacto vai além do setor de energia, alcançando outras commodities e o câmbio, o que amplia as pressões sobre a economia. Berardo destacou ainda que o petróleo tem uma característica distinta de outras commodities por ser fortemente influenciado por fatores geopolíticos, e não apenas pela dinâmica de oferta e demanda. Leia Mais Empresários apontam interferência das eleições no tarifaço de Trump EUA incluem documento sobre tarifa ao Brasil em lista do diário oficial Produção industrial dos EUA sobe 0,1% em junho ante maio, revela Fed A assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã trouxe um alívio temporário ao mercado, fazendo o petróleo retornar aos níveis anteriores ao conflito. No entanto, Berardo classificou o acordo como “muito frágil” e afirmou que já existiam dúvidas, dos dois lados, sobre a capacidade de cumprir os compromissos previstos para os 60 dias seguintes à assinatura.No caso do diesel, o cenário é ainda mais delicado. Segundo o especialista, após o memorando, o barril de petróleo recuou de forma significativa, mas recuperou parte das perdas pouco tempo depois.O diesel, por outro lado, acumulou alta expressiva, recuou com o acordo e voltou a subir, ultrapassando os níveis registrados antes do conflito. A gasolina seguiu trajetória semelhante, com forte valorização desde o início da guerra e nova alta após a retomada dos confrontos.Berardo atribui parte dessa pressão adicional sobre o diesel aos ataques ucranianos contra refinarias russas, que afetaram entre 20% e 40% da capacidade de refino da Rússia. Para ele, esse fator agrava a oferta global do combustível e aumenta os impactos sobre os preços no mercado internacional e também no Brasil.Outro foco de preocupação é o Estreito de Ormuz. Donald Trump chegou a anunciar uma taxa de 20% sobre a passagem pelo estreito, mas voltou atrás. Na avaliação de Berardo, esse tipo de declaração tem mais peso político do que efeito prático.Ainda assim, a sucessão de anúncios e mudanças aumenta a incerteza, um ambiente que, segundo ele, costuma elevar a volatilidade dos mercados financeiros e das commodities.Apesar desse cenário, Berardo avalia que parte do mercado ainda aposta em uma solução diplomática para o conflito, o que ajuda a limitar a alta do petróleo bruto. No entanto, ele ressalta que não há garantias sobre a evolução dos preços, especialmente diante da intensificação da guerra entre Rússia e Ucrânia, que continua exercendo forte pressão sobre o mercado internacional de diesel. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.