Vamos (VAMO3) está descontada na avaliação do Bradesco BBI. Em relatório recente, os analistas consideram que a ação ainda não está refletinfo plenamente a melhora operacional observada na companhia. “A recuperação deixou de ser apenas uma expectativa e passou a aparecer nos números, enquanto o valuation permanece bastante descontado”, afirmaram os analistas André Ferreira e José Ricardo Rosalen. Na última sexta-feira (17), as ações VAMO3 encerraram o pregão a R$ 3,17 após os números da prévia operacional, divulgados no dia anterior. A dupla de analistas ainda destaca, no relatório a clientes, que a tese da Vamos passou a depender menos de uma melhora do ambiente macroeconômico, já que ganhos adicionais de utilização da frota podem gerar crescimento relevante dos resultados mesmo sem cortes expressivos de juros. Hoje, a Selic, a taxa básica de juros, está em 14,25% ao ano. “Embora o cenário para o setor de locação de caminhões e máquinas ainda exija monitoramento, especialmente diante do nível elevado das taxas de juros, acreditamos que a combinação entre melhora operacional, desalavancagem gradual e múltiplos atrativos sustenta uma visão positiva para a ação”, acrescentaram. O Bradesco BBI tem recomendação de compra para VAMO3, com preço-alvo de R$ 6 em dezembro deste ano, o que implica em um potencial de valorização de 89,3% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira. Em 2026, os papéis acumulam queda de 1,55%. Prévia do 2T26A Vamos reportou uma receita líquida de R$ 1,554 bilhão no segundo trimestre (2T26), alta de 101% em relação a igual período de 2025, de acordo com a prévia operacional divulgada na última quinta-feira (16). Segundo a companhia, a receita com locação somou R$ 1,076 bilhão entre abril e junho, avanço de 7,5% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Já a divisão de venda de veículos atingiu R$ 360 milhões no período, alta de 12,6% na mesma comparação. No segmento de indústria, a receita foi de R$ 112,3 milhões, 30,4% a mais do que o apurado no mesmo período de 2025.Ainda de acordo com a prévia operacional, o capex contratado foi de R$ 1,554 bilhão, crescimento de 59,6% na base anual, refletindo forte demanda em diversos setores, especialmente e-commerce, e proporcionando visibilidade para crescimento acelerado da frota e expansão de receita nos próximos trimestresA taxa de ocupação da frota da Vamos chegou a 88,6%, 4,7 pontos porcentuais (p.p.) acima da apurada no segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, a ocupação foi beneficiada pelo contínuo crescimento da frota alugada tanto pela contratação de ativos usados como novos, aumento das vendas de Seminovos e desaceleração da retomada de ativos.Para o Bradesco BBI, os números reforçaram a tese de melhora operacional, indicando potencial de expansão das margens da operação de locação, apoiada por ganhos de eficiência, menor inadimplência e maior alavancagem.“A combinação de maior utilização, menor nível de retomadas, crescimento da receita de locação e avanço do programa Sempre Novo sugere que a companhia segue executando com sucesso sua estratégia de redução de estoques e aumento da rentabilidade”, avaliaram os analistas André Ferreira e José Ricardo Rosalen.