EUA congelam mais de US$ 130 milhões em carteiras cripto ligadas ao Irã

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos congelou mais de US$ 130 milhões em criptomoedas vinculadas ao Irã, em uma nova ofensiva contra o uso de ativos digitais por entidades sancionadas. A medida foi anunciada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e envolve carteiras associadas ao Banco Central do Irã.A ação foi conduzida pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Tesouro responsável por aplicar sanções econômicas. Segundo Bessent, as carteiras foram incluídas em listas de sanções como parte dos esforços para interromper atividades financeiras ilícitas do regime iraniano, incluindo o uso de criptoativos.“Continuaremos seguindo o dinheiro de forma agressiva e negando ao regime iraniano acesso aos recursos de seus esquemas ilícitos de receita”, afirmou Bessent em publicação no X na terça-feira.Embora o secretário não tenha detalhado todas as medidas tomadas junto com a designação das carteiras, o analista on-chain Specter afirmou pouco antes da publicação que a Tether havia congelado quatro carteiras na rede Tron com um total combinado de US$ 131 milhões em USDT, a maior stablecoin do mercado.Segundo Specter, os endereços estavam ligados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e ao Banco Central do Irã. Ele também afirmou que a maior parte dos recursos havia sido retirada da provedora de pagamentos DTC Pay e da exchange de criptomoedas Bitso. No momento da publicação, o analista disse que o motivo exato da inclusão dos endereços na lista de bloqueio ainda não estava claro.Tether já congelou mais de US$ 4,4 bilhõesA nova ação se soma a uma série de congelamentos de USDT envolvendo carteiras sancionadas pelo OFAC ou ligadas a investigações de autoridades. Em abril, a Tether afirmou que apoiou o congelamento de mais de US$ 344 milhões em USDT em dois endereços da rede Tron depois que autoridades americanas sinalizaram as carteiras por atividade ilícita.A Tether, emissora do USDT, tem buscado reforçar sua cooperação com órgãos de investigação em diferentes países, em meio ao aumento da pressão regulatória sobre stablecoins e ao uso desses ativos em atividades ilegais. Segundo a empresa, ela colabora com mais de 340 agências de aplicação da lei em 65 países e já apoiou mais de 2.300 investigações no mundo.No total, a companhia afirma ter congelado mais de US$ 4,4 bilhões em ativos, incluindo mais de US$ 2,1 bilhões relacionados a autoridades dos Estados Unidos.Stablecoins como o USDT são amplamente usadas no mercado cripto por manterem paridade com moedas tradicionais, como o dólar. Essa característica facilita pagamentos, remessas e negociações entre diferentes plataformas, mas também atrai atenção de autoridades quando os tokens são usados para contornar sanções, lavar dinheiro ou movimentar recursos de grupos ligados a governos e organizações sancionadas.A ofensiva contra carteiras ligadas ao Irã reforça o papel crescente da análise on-chain e do bloqueio de stablecoins em investigações internacionais. Diferentemente do Bitcoin, que não pode ser congelado diretamente por uma empresa emissora, tokens como o USDT possuem mecanismos que permitem o bloqueio de endereços específicos quando há solicitação de autoridades ou identificação de atividade considerada ilícita.Para os reguladores americanos, esse tipo de medida é uma forma de impedir que regimes sancionados usem criptoativos para acessar liquidez em dólar fora do sistema bancário tradicional. Para o setor cripto, o caso também mostra como stablecoins centralizadas passaram a funcionar como uma ponte entre o mercado blockchain e a aplicação de sanções financeiras globais.Buscando uma carteira com alto ganho, mas sem o sobe e desce do mercado? A Renda Fixa Digital do MB oferece ativos com ganhos de até 18% ao ano, risco controlado e total segurança para seus investimentos. Conheça agora!O post EUA congelam mais de US$ 130 milhões em carteiras cripto ligadas ao Irã apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.