Mudanças na comunicação do Fed não visam esconder nada, diz Warsh

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O presidente do Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh, ressaltou nesta terça-feira (14) que mudanças na comunicação do banco central dos Estados Unidos – que incluem a remoção de projeções futuras (“forward guidance”) e um comunicado mais enxuto – “não visam esconder nada”.A declaração foi dada ao comentar a decisão em uma audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos EUA. Segundo Warsh, algumas das cinco áreas de atuação das novas forças-tarefa poderão se sobrepor.O presidente do Fed disse que suas opiniões sobre enxugar o balanço patrimonial da instituição são bem conhecidas, mas ele não quer prejulgar as decisões que uma nova força-tarefa tomará sobre o assunto. Leia Mais Gasolina vai ficar mais barata com aumento de etanol na composição? Entenda Exportações da China crescem 27% em junho com boom de IA Índia: inflação acelera em junho com guerra e mês mais seco desde 1901 “Qualquer mudança na política de balanço patrimonial será anunciada com antecedência”, enfatizou ao ponderar que o BC americano pode alcançar outros equilíbrios no balanço ao comprar títulos do Tesouro. Em sua visão, as linhas de swap de liquidez em dólares também fazem parte da política monetária.O dirigente explicou que os grupos de trabalho trocarão opiniões, em primeiro lugar, com os 19 membros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto). “As forças-tarefa estão em fase de investigação. Haverá reformas em todas as áreas, como supervisão, regulamentação e pagamento”, pontuou.Petróleo está longe das máximas de março, diz presidente da CBIE | MORNING CALLAs mudanças dentro do banco central também visam reavaliar modelos para entender o que causa a inflação e o que se pode fazer, já que o objetivo mais amplo de estabilidade de preços “ainda está em minha mente”. Warsh comentou que prefere uma política monetária que evite altos e baixos, sendo duvidoso exercer influência direta sobre variações de preço no curto prazo.À respeito da IA (inteligência artificial), ele afirmou que a tecnologia pode ser disruptiva para o emprego no curto prazo, mas que seu melhor palpite é que ela irá aumentar o trabalho futuramente, não substituí-lo.“A IA deve trazer melhora na produtividade, mas isso pode demorar para acontecer, não temos medo do crescimento impulsionado pela produtividade”, adicionou.