Uma mulher de 25 anos morreu, nesta segunda-feira (13/7), após dar à luz no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Essa é a segunda morte envolvendo uma mulher grávida registrada no HRSam, em um intervalo de apenas uma semana. Segundo a família, Maria Aparecida Galdino dos Santos deu entrada no Hospital de Samambaia ainda no domingo. A mulher teria solicitado que fosse feito uma cesárea, mas pedido foi ignorado pela equipe médica. A bebê, Helena, nasceu apenas no dia seguinte, por volta das 14h da tarde. O esposo e pai da criança, Douglas Cardoso, contou ao Metrópoles que “foi um parto normal, mal conduzido e muito forçado”.Após o nascimento da criança, a equipe hospitalar percebeu que parte da placenta ainda estaria dentro da paciente. No entanto, segundo Douglas, isso só foi percebido após Maria começar a ter uma hemorragia. Ainda de acordo com o esposo, o hospital informou que foi preciso fazer duas raspagens para conseguir tirar a placenta e, devido à hemorragia, precisariam tirar o útero. Todo processo durou até as 20h — quando foi informado que a mulher não teria resistido e foi a óbito. Além da bebê, Maria Aparecida deixa um filho de 9 anos de idade. Em nota, a Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES) informou que “determinou a imediata apuração das circunstâncias envolvendo os óbitos das duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia”.A SES informou ainda que não é conivente com quaisquer falhas e, se forem constatadas, os envolvidos serão responsabilizados.“Se forem constatadas responsabilidades, todos os envolvidos serão rigorosamente responsabilizados, com a adoção imediata das medidas administrativas, disciplinares e legais cabíveis”.Familiares lamentam a morteDouglas Cardoso, marido da vítima, contou que estava com Maria Aparecida há dez anos. Juntos, o casal tinha um filho de nove anos e aguardavam pela chegada da Helena. Ao Metrópoles, ele contou que está “destruído” com a notícia da perda da esposa.“Estamos muito abalados mesmo, destruídos. Eu estou vivendo a base de calmantes, tendo o tempo todo crise de pânico”, falou.O esposo descreveu a mulher como feliz e batalhadora. “Ela era muito alegre, responsável, trabalhadora, guerreira”.A pizzaria em que a mulher trabalhava publicou uma nota, em suas redes sociais, lamentando a morte da funcionária.“Hoje nos despedimos da nossa querida Cida, uma colaboradora que marcou nossa história. Muito elogiada pelos clientes pelo carinho no atendimento, sempre preocupada com o bem-estar de todos ao seu redor. Tinha seu jeito firme, às vezes encrenqueiro, mas carregava consigo um coração trabalhador, dedicado e cheio de amor pelo que fazia. Sua ausência deixará um vazio enorme em nossa equipe, mas sua dedicação, seu sorriso e sua história permanecerão para sempre na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la”.A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), local onde Douglas trabalha, também lamentou a morte. “As diretorias da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) e da Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal (CAADF) lamentam profundamente o falecimento de Maria Aparecida Galdino dos Santos, esposa do colaborador Douglas Cardoso”.Segundo caso em uma semanaA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte de uma gestante no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), na última sexta-feira (10/7). A vítima faleceu durante o trabalho de parto.A filha da mulher, nascida na sexta-feira, sobreviveu e segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Samambaia. A vítima foi identificada como Maria Graciana Andrade Alves, 36 anos.Os familiares de Maria Graciana procuraram a PCDF relatando possíveis falhas no atendimento médico no Hospital de Samambaia, solicitando a apuração da real causa da morte. Além da polícia, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) apura o caso.Segundo a família, Maria deu entrada no HRSam na quinta-feira (9/7), um dia antes de falecer. Ela estava grávida de 41 semanas.