O BTG Pactual mantém uma visão positiva para o mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo (SP) para os próximos trimestres, apoiada, entre outros fatores, pela retomada gradual do trabalho presencial.Em relatório, o banco apontou que o segmento também tem apresentado menor disponibilidade de grandes espaços em regiões prime e migração de demanda para eixos adjacentes, o que inclui bairros como Pinheiros, Rebouças e Chucri Zaidan.Segundo os analistas Daniel Marinelli e Caio Nabuco de Araujo, responsáveis pelo documento, as lajes corporativas mantiveram trajetória de recuperação no segundo trimestre de 2026 (2T26), com redução da vacância e avanço dos preços de locação.De acordo com a dupla, a absorção líquida do setor atingiu 93,2 mil metros quadrados (m²) entre abril e junho, acima dos 57 mil m² de novo estoque entregue no período.A absorção líquida, cabe lembrar, é a diferença entre a área locada e a área devolvida em um determinado intervalo e indica se um mercado está expandindo ou retraindo sua ocupação.Com isso, a taxa de vacância consolidada do setor caiu para 12,7% no 2T26, o que representa uma redução de 0,8 ponto percentual em relação aos três meses anteriores.O preço médio pedido, por sua vez, avançou 5% no trimestre, para R$ 134,5 por m², em um movimento que, segundo o BTG, “reforça um ambiente de demanda resiliente, oferta mais restrita e maior firmeza dos proprietários nas negociações”.Mercado de lajes corporativas em São Paulo (A+) (Imagem: divulgação/ BTG)Faria Lima segue como região mais valorizadaSegundo o relatório, o bairro de Pinheiros foi o principal destaque do segundo trimestre, pois registrou vacância de 7,3% e absorção líquida de 46,7 mil m².Já a Faria Lima, de acordo com o BTG, manteve sua posição como região mais premium da capital paulista, com preço pedido de R$ 332,10 por m², ainda refletindo, na visão do banco, a escassez de espaços de alta qualidade.Em paralelo, a Avenida Paulista encerrou junho com vacância de 5,7%, o que, segundo os analistas, indica busca por regiões consolidadas e bem localizadas.“De modo geral, o mercado de lajes de alto padrão em São Paulo segue em trajetória de recuperação, com desocupações pontuais e concentradas em alguns polos. A Vila Olímpia, por exemplo, apresentou aumento relevante de vacância, para 19,2%, reflexo direto da desocupação do empreendimento locado pelo Banco Master, que causou distorções no preço pedido da região”, escreveram Marinelli e Araujo.“Esse comportamento reforça que a demanda segue ativa, mas mais criteriosa, combinando busca por qualidade, localização e melhor relação custo-benefício”, acrescentaram.Mercado de lajes corporativas em São Paulo (A+) (Imagem: divulgação/ BTG)