Nesta segunda-feira (20), Andy Burnham se tornará o sétimo primeiro-ministro do Reino Unido em uma década, prometendo “reestruturar” o país para focar mais claramente em questões que importam às pessoas, como a crise do custo de vida e serviços de baixo desempenho.Depois que Keir Starmer fizer seu discurso de despedida em frente ao número 10 de Downing Street e apresentar formalmente sua renúncia ao rei Charles, o monarca receberá Burnham para convidá-lo a assumir o cargo de primeiro-ministro.Em seguida, começa o trabalho árduo para o político de 56 anos que, como prefeito da Grande Manchester, ganhou o apelido de “rei do Norte”.Assim que anunciar seu gabinete — que já é motivo de muito debate no Partido Trabalhista, atualmente no poder —, ele terá pela frente uma longa lista de problemas, que vão desde empresas de serviços públicos com desempenho insatisfatório até um crescimento econômico estagnado. Andy Burnham assume hoje como sétimo premiê do Reino Unido em 10 anos "Rei do Norte", Andy Burnham assumirá Reino Unido com desafios na economia "Primeiro-felino" britânico vai ganhar novo dono após renúncia de Starmer Novo caminho para o governoEm seu primeiro discurso, Burnham delineará um caminho para “uma política mais estável e responsável”, afirmou seu gabinete em um comunicado.Apresentando sua nomeação como um momento de “reflexão”, ele dirá que é hora de sermos honestos sobre os desafios da Grã-Bretanha e que somente a estabilidade política pode trazer melhorias.Na sexta-feira (17), Burnham descreveu sua eleição como líder do Partido Trabalhista como “o momento de mudança mais significativo em nossa política em 40 anos”.Ele prometeu mudar radicalmente o sistema político para elevar rapidamente o padrão de vida e ajudar um país sedento por mudanças a se tornar um lugar onde “a vida seja mais acessível e todas as pessoas e lugares saiam da situação em que se encontram agora”.Ele direcionou essa mensagem aos parlamentares trabalhistas, que o veem como um dos poucos políticos capazes de enfrentar a ameaça do populista Reform UK, do veterano defensor do Brexit, Nigel Farage – algo que eles duvidavam que o impopular Starmer pudesse fazer.O primeiro desafio do novo premiê será a nomeação de sua equipe ministerial e, especialmente, de seu ministro das Finanças. Atritos nessa parceria crucial, no coração do governo, levaram à queda de administrações anteriores.Ed Miliband, ministro da Segurança Energética e de Emissões Líquidas Zero e um dos primeiros cotados para o cargo, tem sido alvo de críticas de bastidores de tom hostil, e a ministra do Interior, Shabana Mahmood, parece agora ser a favorita para a função.Na sexta-feira, Burnham instou seu partido a ignorar “especulações” e afirmou que ainda não havia definido sua equipe.Suas primeiras decisões políticas também serão alvo de avaliação.No domingo (19), foram descartados os planos para que todos os funcionários fossem obrigados a possuir um documento de identidade digital, um esquema criado para combater a imigração ilegal, mas considerado um “fiasco” por uma comissão multipartidária de parlamentares.Será dada maior atenção às decisões sobre tributação e gastos, petróleo e gás, e empresas de serviços públicos com desempenho insatisfatório — setores para os quais Burnham defende um controle público mais rigoroso.A Thames Water, maior empresa de saneamento do país, está sobrecarregada por dívidas e sob forte crítica devido a frequentes vazamentos de esgoto.No domingo, a vice-líder do Partido Trabalhista, Lucy Powell — aliada de Burnham —, sugeriu que a Thames Water poderia ser colocada sob “medidas especiais”, o que significa que passaria a operar sob controle do governo.“Ele quer reorientar e repriorizar os recursos e a atenção do governo para suas prioridades de enfrentar o custo de vida e realmente reformular a maneira como o país e a economia funcionam”, disse ela à Sky News.Conheça Andy Burnham, futuro primeiro-ministro do Reino Unido