O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez contraponto ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta quinta-feira (16) ao falar da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em entrevista a jornalistas, o titular da pasta afirmou que a política econômica é feita para atender à população, não aos interesses do secretário de Estado de outro país, em referência a Marco Rubio.Durigan afirmou que a medida dos Estados Unidos “fere o senso mais básico do nosso patriotismo”, principalmente quando utilizada de “muleta eleitoral”. Ele também classificou a sobretaxa como “ilegítima” e disse que a decisão norte-americana foi baseada em “fundamentos falsos”.“Seguiremos sem baixar a cabeça, sem nos dobrar a interesses estrangeiros”, declarou o titular da Fazenda.Programa de apoio a setores afetadosTambém na conversa com jornalistas, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) informou que o governo federal implementará um programa de apoio aos setores afetados e trabalhará na expansão da diversificação de mercado. Disse que os acordos de comércio Mercosul firmados com Singapura, Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e União Europeia (UE) contribuirão para esse propósito.Alckmin ainda destacou que o Brasil tem batido recorde de exportações. Em 2025, as vendas de produtos brasileiros ao exterior totalizaram US$ 348,7 bilhões.