Tarifaço trará prejuízo importante concentrado em alguns setores

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Os efeitos do novo tarifaço confirmado pelos EUA na quarta-feira (15) devem ser concentrados em setores e regiões específicas, sem impacto direto generalizado sobre a população brasileira, conforme explicou a analista Lucinda Pinto, durante o Hora H.Lucinda destacou que as empresas mais vulneráveis são aquelas que têm os Estados Unidos como seu único mercado consumidor, com destaque para companhias localizadas em regiões de Santa Catarina, no Sul do país.“Para essas empresas, a tarifação é realmente um problema. Esses produtos vão ficar muito mais caros, elas vão precisar, provavelmente, de alguma política de apoio do governo neste momento. Possivelmente terão algum tipo de demissão ou uma redução de quadro”, afirmou.A analista apontou para riscos sobretudo em setores de maior valor agregado e de alta tecnologia, como o de máquinas e equipamentos.Lucinda ressaltou que a indústria brasileira já vinha enfrentando dificuldades há muito tempo, com efeitos de concorrência global, taxas de juros elevadas e dados de produção industrial fracos. "Picuinhas" políticas atrapalham relação com EUA, diz Paulo Skaf à CNN Tarifaço: Retaliação não ajudará Brasil em relações com EUA, diz ex-OMC Amcham: Tarifas colocam Brasil entre países mais restritos aos EUA “É uma péssima notícia, porque é um setor que o Brasil precisa reforçar”, concluiu a analista.De acordo com a analista, a situação atual é consideravelmente diferente do cenário das tarifas de 2025, quando os riscos eram mais amplos.“No ano passado, quando a gente conversava com os economistas, tinha um risco muito maior colocado, risco de estagflação. Tarifas de 50% poderiam gerar muita inflação e, ao mesmo tempo, desemprego. Desta vez, a leitura é de que haverá um prejuízo importante, porém concentrado“, explicou Lucinda.Preocupação no médio e longo prazoNo que diz respeito à inflação para o consumidor brasileiro, a analista diz que, em curto prazo, não deve ter grande impacto. “Quando eu chegar no supermercado, os preços vão ficar mais caros? A resposta é não, pelo menos não no curto prazo”, disse.Ela explicou que quem tende a pagar mais caro é o consumidor americano, já que os produtos taxados são aqueles que empresas americanas compram do Brasil.Teoricamente, segundo a analista, alguns produtos que deixassem de ser exportados para os Estados Unidos poderiam até aumentar a oferta no mercado interno, com possível efeito de redução de preços. “Não é isso que está desenhado, mas estamos falando em termos teóricos”, pontuou Lucinda. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.