Seis policiais são denunciados por mortes em operação na Bahia

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O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou, nesta quinta-feira (16), quatro policiais militares e dois policiais civis pela morte de dois homens durante a “Operação Travessia”, realizada em 10 de maio de 2025, em Caraíva. O MPBA ainda pediu à Justiça pelo afastamento dos denunciados de suas funções públicas durante a tramitação da ação. Os agentes foram acusados por dois homicídios, cometidos por motivo torpe, ou seja, por motivo repugnante que demonstra sinal de depravação do espírito do agente, segundo a definição do Tribunal de Justiça. Além do recurso que dificultou a defesa das vítimas e pelo emprego de arma de fogo de uso restrito.   Leia Mais Advogados e líderes de CV, BDM e TCP são presos em operação na Bahia Ônibus são sequestrados e feitos de barricadas durante operação no RJ São Paulo: Operação investiga rede que engana seguradoras desde 2018 A denúncia ainda ressalta que os agentes faziam parte de uma equipe operacional formada por membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Segundo as investigações, eles chegaram ao local armados, utilizando vestimentas táticas e atuando de forma coordenada.  De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), uma das vítimas foi atingida por disparos em um local público, sem a possibilidade de reação ou defesa. Já a segunda vítima foi abordada durante a operação, passou por uma revista e foi alvejada por disparos de arma de fogo.  O laudo pericial também apontou a existência de lesões de agressões físicas feitas momentos antes dos disparos.  Quanto aos policiais civis, eles também foram denunciados pelo crime de fraude processual, previsto no artigo 347 do Código Penal. A investigação aponta que eles teriam também alterado artificialmente detalhes da situação após os fatos.  Operação contra CV termina com 23 presos e apreensão de seis fuzis no RJ | CNN NOVO DIAO Ministério Público indicou que os fatos relacionados à eventual prática de fraude processual pelos policiais militares serão apurados pela Vara de Auditoria Militar, em razão da competência especializada para a análise dessas condutas.  *Sob supervisão