CNI: Novo tarifaço atinge US$ 11 bi, 26,2% das exportações aos EUA

Wait 5 sec.

As novas tarifas implementadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros devem atingir US$ 11 bilhões em exportações, o que representa 26,2% do que é enviado aos EUA, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) publicado nesta quinta-feira (16).Em nota, a entidade manifestou extrema preocupação com a adoção da tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.“Na decisão final do governo norte-americano foram incluídas 429 novas exceções, como ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café instantâneo“, aponta a nota.As novas exceções consideradas pelo governo norte-americano, segundo a CNI, reduziram US$ 2,3 bilhões de possíveis prejuízos para a indústria brasileira. Leia mais Caiado critica Lula e Flávio por tarifaço: "Pensaram no processo eleitoral" Tarifaço coloca em risco investimentos e empregos, diz indústria madeireira Vieira: crítica dos EUA ao Pix é descabida e tarifas não têm racionalidade O resultado reflete, entre outros fatores, as articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram das consultas e audiências públicas promovidas pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos).A Confederação avaliou ainda que a decisão “compromete a competitividade da indústria nacional em um dos seus principais mercados”.A entidade apontou ainda que seguirá defendendo soluções que “restabeleçam a previsibilidade, preservem o comércio bilateral e reduzam os impactos para a indústria de ambos os países”.Impactos setoriaisDe acordo com o comunicado da CNI, entre as exportações atingidas, 60,3% correspondem a bens intermediários utilizados pela indústria dos Estados Unidos. Além disso, o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 10 dos 13 principais produtos atingidos pela medida.Além do impacto na industria do país, setores industriais brasileiros vão ser ainda mais prejudicados com a nova tarifa imposta, segundo a CNI.É preciso eliminar ruído político com os EUA, diz colunista | MONEY NEWSVeja abaixo uma lista dos setores mais afetados pela tarifa adicional de 25%:Madeira: 83,1%Exemplos de produtos: moldura de madeira padrão de pinho; estacas, portas de emergência.Minerais não metálicos: 56,3%Exemplos de produtos: granito, lajes, pavimentações e azulejos, tijolos, blocos, telhas refratárias.Químicos: 51,8%Exemplos de produtos: álcool etílico não desnaturado, peptones e seus derivados, benzeno com pureza de 95% ou mais em peso e preparações para uso no cabelo.Alimentos: 38,1%Exemplos de produtos: açúcar de cana em forma sólida bruta; sebo não comestível, açúcares especiais de cana ou beterraba e sacarose quimicamente pura e carne suína congelada.Veículos automotores: 30,3%Exemplos de produtos: torneiras, válvulas, máquinas de britagem de terra, peças de máquinas para fabricação de açúcar e peças de máquinas de padaria e máquinas para fabricação de macarrão.Celulose e papel: 24%Exemplos de produtos: pasta química de madeira, papel ou cartão para escrita, massa base para caixas de leite e outras embalagens de bebidas, papel com revestimento térmico direto.Máquinas e equipamentos: 12,5%Exemplos de produtos: niveladoras e aplainadoras autopropelidas, veículos motorizados para transporte de mercadorias, pás-carregadoras trator integrais, tratores de esteiras e angulares e tratores de colocação de esteiras.Vale ressaltar que, além da tarifa de 25%, os Estados Unidos conduzem uma segunda investigação que pode resultar na aplicação de uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, o que resultaria em uma sobretaxa de até 37,5%.Abertura comercial reduz impacto de tarifas de Trump no Brasil? Entenda