Alckmin: Reciprocidade virá na hora certa e apoiaremos afetados por tarifa

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O governo brasileiro saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, e terá um programa de apoio aos setores afetados do país, disse nesta quinta-feira (16) o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).Em entrevista coletiva convocada pelo governo para responder às tarifas anunciadas de madrugada pelos EUA, Alckmin disse que a medida do governo Trump é injusta e descabida, acrescentando que os argumentos apontados partem de uma base “totalmente falsa”. Leia Mais CNI: Novo tarifaço atinge US$ 11 bi, 26,2% das exportações aos EUA Netflix desaponta em receita no 2T26 e reduz guidance; ação tomba C&A: Não podemos mexer nas taxas, mas também não vamos mexer na qualidade O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também participou da entrevista ao lado de outras autoridades, disse que o governo reativará o programa Brasil Soberano para fornecer apoio aos setores mais afetados pela nova tarifa, com a perspectiva de já adotar alguma iniciativa no início de agosto.Segundo Durigan, o montante que será oferecido em suporte deverá ser inferior ao das outras edições do plano, uma vez que as exceções à nova taxação foram maiores, e será definido a partir de conversa com os setores mais afetados.Tarifaço: Novas taxas dos EUA devem ser mais duradouras, diz especialista | MORNING CALLEm setembro do ano passado, com o lançamento do Brasil Soberano, o governo liberou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para fornecer crédito mais barato e outros benefícios a setores afetados pelas tarifas dos EUA.A segunda edição do programa, anunciada em março e voltada também a setores afetados pela guerra no Oriente Médio, estabeleceu R$15 bilhões adicionais em linhas de crédito sob gestão do BNDES.Alckmin mencionou, na entrevista, que nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit de US$ 424 bilhões na relação comercial com o Brasil.Abertura comercial reduz impacto de tarifas de Trump no Brasil? Entenda