A Squadra reduziu sua participação acionária no Inter (INBR32) para 9,80%, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (16).Segundo o comunicado, a gestora passou a deter 31,9 milhões de ações da companhia.Como de praxe, a gestora afirmou que a venda não tem como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa do Inter.Inter: Queda das açõesO Inter enfrenta um ano difícil na bolsa. Em 2026, as ações acumulam queda de 34%, em meio à entrega de resultados mais fracos e à revisão de suas metas estratégicas.Com isso, analistas passaram a olhar o papel com mais desconfiança.Segundo o Itaú BBA, por exemplo, após percorrer um longo caminho — saindo de lucros praticamente nulos para um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) próximo de 15% —, a expectativa agora é de um período de desaceleração do crescimento dos lucros nos próximos trimestres.Nesse cenário, a casa reduziu suas estimativas de lucro para os anos fiscais de 2026 e 2027 em 6% e 10%, respectivamente, para R$ 1,7 bilhão e R$ 2,1 bilhões. As projeções ficaram 6% e 8% abaixo do consenso de mercado.Embora o Itaú BBA continue vendo a tese de longo prazo do Inter como intacta e considere a ação atrativa em termos de valuation, avalia que a desaceleração dos lucros no curto prazo deve impedir uma reprecificação positiva do papel.Em maio, o banco digital anunciou uma revisão de suas metas. Antes, o Inter trabalhava com a estratégia ’60-30-30′ para 2027, que previa alcançar:60 milhões de clientes;30% de índice de eficiência; e30% de ROE (retorno sobre o patrimônio líquido).O Inter, porém, adiou esse objetivo em dois anos, para 2029. Além disso, passou a trabalhar com uma faixa de ROE entre 26% e 30%, em vez de uma meta fixa de 30%.O banco também lançou um novo desafio, chamado ‘Rule of 50’, com validade a partir de 2026. A proposta é combinar crescimento de receita e rentabilidade de forma que a soma dos dois indicadores alcance 50%.