Quem é Karina Kufa, advogada que perdeu a guarda do filho após casar com Thiago Brennand

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O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou na terça-feira (14), em decisão liminar, que a guarda do filho da advogada Karina Kufa fique provisoriamente com o pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A decisão se deu 14 dias depois dela se casar com o empresário Thiago Brennand, que está preso.Karina Kufa é especialista em direito eleitoral. A advogada ganhou projeção nacional ao integrar a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também já defendeu o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.Em publicação nas redes sociais, a advogada chegou a falar que sua relação com o terceiro filho do capitão da reserva não se restringe ao âmbito profissional. Kufa afirmou que Eduardo é “um amigo leal e verdadeiro” .A advogada fundou Os Garantistas em 2024. O grupo é composto por profissionais do direito que têm o objetivo de articular e defender pautas da direita. Kufa também é diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral.Evangélica, a advogada costuma compartilhar nas redes sociais conteúdos sobre a sua fé. Também faz publicações ao lado de líderes religiosos, como a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo e uma das idealizadoras da Marcha para Jesus.Em resposta à determinação do TJ-SP, Karina Kufa disse que vai se colocar ao lado da Justiça. “Sou advogada, sou mulher e excelente mãe. Serei atacada de várias formas. Continuo acreditando na Justiça”, escreveu.Thiago BrennandO empresário Thiago Brennand foi condenado a mais oito anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Conforme determinação, ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil.Ele já passou pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do Estado. Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.Com a nova sentença, as penas do empresário somam mais de 30 anos de prisão. Ele já havia sido condenado por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia na Zona Sul de São Paulo, por estuprar uma mulher norte-americana em sua mansão e por forçar sexo sem preservativo com uma ex.Crime absolvidoO (TJ-SP) acolheu um pedido da defesa de Thiago Brennand, absolvendo-o de uma das nove acusações de estupro em que é réu.A decisão de maio reverteu por dois votos a um a condenação em primeira instância de oito anos de prisão, ocorrida em agosto de 2025, da acusação de estupro da estudante Stefanie Cohen.A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para restabelecer a condenação. Segundo os advogados Márcio Cézar Janjacomo, João Manssur, Marcelo Zovico e Márcio Cézar Janjacomo Jr., a decisão que absolveu o réu “violou a legislação federal ao dar muito peso a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia”.