Ex-sargento da Marinha é preso suspeito de matar vizinho a tiros em MG

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Belo Horizonte — Um ex-sargento da Marinha, de 34 anos, foi preso sob a suspeita de matar a tiros um vizinho (foto em destaque), de 61, no bairro Quintas do Godoy, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu nessa terça-feira (14/7) e a vítima foi identificada como Carlos Alberto dos Santos.De acordo com informações repassadas à polícia, imagens do circuito de segurança mostram o suspeito, Guilherme Augusto Rodrigues Martins, se aproximando da picape da vítima logo após ela deixar a garagem da residência. Em seguida, são ouvidos diversos disparos.A vítima chegou a ser levada para o Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas familiares relaram à Polícia Militar que o sargento da Marinha mantinha desentendimentos frequentes com outros moradores da região. Leia também Minas GeraisCasal morto em BH: polícia diz que suspeita sobre primo foi descartada Minas GeraisPolícia indicia 4 por compra de bens roubados de casal morto em BH Minas GeraisPolícia recupera pertences roubados de casal morto por diarista em BH Minas GeraisCasal morto em BH por diarista será homenageado neste sábado (4/7) Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito “foi ouvido pela Central Estadual do Plantão Digital, onde teve a prisão em flagrante delito ratificada pelo crime de homicídio e, logo após os procedimentos de polícia judiciária, ficou à disposição da Justiça”.Em nota, a Marinha do Brasil informou que tomou conhecimento de uma ocorrência envolvendo um militar reformado da Força. “A MB lamenta o ocorrido, se solidariza com os familiares da vítima e reitera seu firme repúdio a condutas e atos ilegais que atentem contra a vida, a honra e os princípios militares”, diz o texto.Histórico de esquizofreniaO ex-sargento da Marinha já tinha um histórico de problemas de saúde mental e havia sido interditado pela Justiça em 2021. A decisão, a qual o Metrópoles teve acesso,  considerou que ele não tinha capacidade para praticar sozinho atos da vida civil e nomeou a mãe dele como curadora.A interdição foi baseada em um laudo médico que apontou diagnóstico de esquizofrenia paranoide, psicose não orgânica, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e síndrome de burnout.De acordo com o documento, ele apresentava alucinações, delírios e desorganização do pensamento após um surto psicótico que o afastou do trabalho.Na decisão, o juiz determinou que a mãe passasse a representá-lo em questões patrimoniais e financeiras, como movimentação de contas bancárias. Para atos como venda de bens, contratação de empréstimos ou constituição de hipotecas.Morte de pastor no DFO documento também informa que o ex-sargento já havia cometido um homicídio contra um desconhecido e cumpriu cinco anos de prisão pelo crime. A citação faz referência ao caso de um pastor, morto em 2014 pelo ex-sargento durante uma briga por um assento em um ônibus no Distrito Federal.De acordo com as reportagens veiculadas na época do crime, o militar tinha 23 anos quando matou o pastor Alessandro Veloso Pires, de 40 anos, com uma espada. Ele confessou o crime e foi preso.