Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5): Morgan Stanley eleva preços-alvo, mas mantém cautela

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O Morgan Stanley elevou os preços-alvo das ações da Gerdau (GGBR4) e da Usiminas (USIM5) antes da temporada de resultados do segundo trimestre de 2026, mas manteve recomendação equal-weight (equivalente à neutra) para ambas. O banco aumentou o preço-alvo da Gerdau de R$ 24 para R$ 26 e o da Usiminas de R$ 7,80 para R$ 9,70, após revisar suas projeções para as duas siderúrgicas.As estimativas também foram elevadas. O Morgan Stanley passou a projetar Ebitda de R$ 3,303 bilhões para a Gerdau no segundo trimestre, acima do consenso de mercado, e R$ 13,565 bilhões em 2026. Para a Usiminas, a expectativa é de Ebitda de R$ 676 milhões no trimestre e R$ 2,354 bilhões em 2026, após incorporar novas premissas para câmbio, preços de commodities e operações.Apesar do cenário mais favorável para os resultados, o banco segue cauteloso com o setor. “Ainda é cedo para concluir que as medidas antidumping reduzirão permanentemente a penetração das importações aos níveis históricos”, escreveram os analistas. Na avaliação da instituição, os dados já mostram sinais de que importadores podem estar redirecionando cargas por países como Vietnã e Egito para contornar as tarifas impostas pelo governo brasileiro.Sobre a Usiminas, o Morgan Stanley vai na mesma linha e afirma que “espera que as importações de aço permaneçam elevadas e continuem pressionando, ou limitando a alta, dos preços domésticos do aço”, o que deve restringir “a rentabilidade do negócio de siderurgia da companhia, mesmo com um bom desempenho de custos”. O banco acrescenta que a ação já negocia acima da média histórica de cinco anos em EV/Ebitda, o que reduz espaço para uma reprecificação adicional.Para a Gerdau, a leitura é semelhante. “Continuamos céticos quanto à eficácia das medidas antidumping”, afirmam os analistas. “Vemos importações elevadas de aço pressionando os preços domésticos e pesando sobre a rentabilidade da operação brasileira.”A instituição ainda pondera que, na América do Norte, “os riscos para os preços do aço estão ligeiramente inclinados para uma queda” diante de uma demanda mais fraca, justificando a manutenção da recomendação neutra para os papéis.