Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (13) em tom negativo em meio a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e disputa pelo Estreito de Ormuz.Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: -0,26%, aos 52.498,64 pontos;S&P 500: -0,79%, aos 7.515,45 pontos; Nasdaq: -1,55%, aos 25.873,176 pontos.Troca de ataques no Oriente MédioA escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o fechamento do Estreito de Ormuz, que ainda não tinha sido aberto totalmente, e as implicações do conflito concentraram as atenções dos investidores nesta segunda-feira.A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz fez os preços do petróleo disparar e o barril voltar a ser cotado no nível de US$ 80, reforçando o temor de novos choques inflacionários na economia global e a perspectiva de juros mais altos por mais tempo. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro encerrou com alta de 9,59%, a US$ 83,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.No último sábado (11), em meio a troca de ataques entre Washington e Teerã, , o Irã informou ter fechado o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência que atingiu uma embarcação que seguia por uma rota não autorizada e imobilizaram uma segunda embarcação no dia seguinte.Já nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA “provavelmente” assumirá o controle da via marítima e que devem ser reembolsados por controlar a via navegável, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial.No início da tarde, o chefe da Casa Branca anunciou que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio ao transporte marítimo iraniano no Golfo e que vão garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto — mediante pagamento.Além disso, as Forças Armadas norte-americanas começarão a implementar um bloqueio marítimo ao Irã nesta terça-feira (14), segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA.De olho na inflaçãoAlém do cenário geopolítico, o mercado operou à espera de novos dados macroeconômicos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho será divulgado amanhã. O diretor do Fed, Christopher Waller, afirmou que o Banco Central pode aumentar as taxas de juros “no curto prazo” se o CPI na base anual continuar acima da meta de 2%. “Ainda há um cenário plausível de que a inflação comece a recuar para nossa meta de 2% com a política monetária em seu nível atual. Mas estou preocupado com o cenário igualmente plausível de que os dados nas próximas semanas mostrem que a inflação permanecerá em seu nível elevado ou até mesmo apresente tendência de alta, exigindo uma política monetária mais restritiva no curto prazo”, disse Waller à Associação de Economia Empresarial de Nova York.Embora o dado não seja a referência inflacionária para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), o CPI é usado pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros.Perto do fechamento, , a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava para 65,3% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na decisão prevista para o fim deste mês, no dia 29. Para a reunião seguinte, em setembro, a aposta majoritária é de alta de ao menos 25 pontos-base (72,8%).